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	<title>Arquivos Síndrome de Gilbert - Gastropedia</title>
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	<description>Atualização médica de forma descomplicada para profissionais que trabalham com saúde do aparelho digestivo.</description>
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	<title>Arquivos Síndrome de Gilbert - Gastropedia</title>
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		<title>Síndrome de Gilbert: o que precisamos saber?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Karla Sawada Toda Oti]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Aug 2023 20:52:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fígado]]></category>
		<category><![CDATA[Gastroenterologia]]></category>
		<category><![CDATA[enzimas hepáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome de Gilbert]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Síndrome de Gilbert (SG) é uma desordem hepática do metabolismo das bilirrubinas com redução na glicuronidação da bilirrubina e consequente hiperbilirrubinemia indireta (não conjugada). É uma condição comum (3-10%&#8230;</p>
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<p>A Síndrome de Gilbert (SG) é uma desordem hepática do metabolismo das bilirrubinas com redução na glicuronidação da bilirrubina e consequente hiperbilirrubinemia indireta (não conjugada).</p>



<p>É uma condição comum (3-10% da população), com redução na atividade da UGT1A1 em 25-40%. As mutações ocorrem na sequência da região promotora (TATA box) do gene UGT1A1, a qual tem a função de controlar os níveis da proteína normal produzida. Desta forma, na SG, a proteína produzida é estruturalmente normal, porém em menor quantidade.</p>



<figure class="wp-block-table is-style-regular has-normal-font-size"><div class="pcrstb-wrap"><table class="has-background" style="background-color:#c9cee1"><tbody><tr><td><strong>Gene UGT1A1</strong><br>Promove a produção da enzima bilirrubina-UGT, responsável pela conjugação de bilirrubina. Logo, mutações na UGT1A1 geram a produção de uma proteína anormal, com perda completa ou níveis menores de atividade da bilirrubina-UGT.</td></tr></tbody></table></div></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-apresentacao-clinico-laboratorial"><strong>Apresentação clínico-laboratorial</strong></h2>



<p>Clinicamente, os pacientes costumam ser assintomáticos e identificar elevações nos níveis de bilirrubinas totais com predomínio de bilirrubina indireta (&lt;4-5mg/dL), de forma incidental, ou podem apresentar quadros intermitentes de icterícia, em especial, desencadeados por gatilhos como exercício físico intenso, baixa ingestão calórica/jejum, período menstrual, desidratação e infecções.</p>



<p>Laboratorialmente, não há elevação de enzimas hepáticas ou alterações nos demais exames de função hepática (tempo de protrombina e albumina), além de não haver indícios de hemólise ou doença estrutural fígado.</p>



<p></p>



<details class="wp-block-details has-text-color is-layout-flow wp-block-details-is-layout-flow" style="color:#005a8e"><summary>Saiba mais sobre alteração de enzimas hepáticas nesse post:</summary>
<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-gastropedia wp-block-embed-gastropedia"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="si2Q2qKBL0"><a href="https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/figado/abordagem-de-pacientes-com-alteracoes-de-enzimas-hepaticas/">Abordagem de pacientes com alterações de enzimas hepáticas</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Abordagem de pacientes com alterações de enzimas hepáticas&#8221; &#8212; Gastropedia" src="https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/figado/abordagem-de-pacientes-com-alteracoes-de-enzimas-hepaticas/embed/#?secret=KjTEu1D7mq#?secret=si2Q2qKBL0" data-secret="si2Q2qKBL0" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
</div></figure>
</details>



<div style="height:45px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-diagnostico-diferencial"><strong>Diagnóstico diferencial</strong></h2>



<p>Distúrbios na captação hepática, armazenamento, conjugação e excreção podem ocasionar hiperbilirrubinemia. Dentre as causas hereditárias de hiperbilirrubinemia indireta, com exames normais de função hepática e sem alteração da histologia hepática, além da SG, faz-se o diagnóstico diferencial com:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Síndrome de Crigler-Najar tipo I</strong>: condição muito rara com herança autossômica recessiva que se manifesta logo após o nascimento. Pela ausência da atividade UGT1A1 hepática, ocorre icterícia grave (20-45mg/dL ou mais) e risco de dano neurológico e óbito por <em>kernicterus</em> (encefalopatia bilirrubínica) nos primeiros dias após o nascimento. O tratamento precoce para a redução dos níveis de bilirrubina indireta no sangue é a fototerapia, devendo-se considerar a realização de transplante hepático como única terapia curativa.</li>



<li><strong>Síndrome de Crigler-Najar tipo II</strong>: condição rara com herança autossômica recessiva. Há atividade UGT1A1 hepática de 10% ou menos, com icterícia crônica (6-20mg/dL) e evolução potencialmente benigna. O tratamento com fenobarbital propicia a redução de cerca de 25-30% dos níveis de bilirrubina indireta pela indução da atividade da UGT1A1 residual.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-investigacao-diagnostica"><strong>Investigação diagnóstica</strong></h2>



<p>Identificada a hiperbilirrubinemia indireta, recomenda-se anamnese e exame físico detalhados, dosagem sérica de enzimas hepáticas (TGO, TGP, fosfatase alcalina e GGT) e função hepática (tempo de protrombina e albumina).</p>



<p>Caso haja alterações nesta primeira etapa de avaliação, direciona-se a investigação para a avaliação de hepatopatias, sendo prudente complementar com exame de imagem/ultrassonografia de abdome superior e demais exames laboratoriais específicos.</p>



<p>Se não forem identificadas alterações na primeira etapa de avaliação, é mandatório descartar hemólise com a dosagem de DHL, haptoglobina e reticulócitos.</p>



<p>Em adolescentes ou adultos, na ausência de hemólise e níveis de bilirrubina indireta &lt;5mg/dL, presume-se o diagnóstico de síndrome de Gilbert. A confirmação é feita pelo teste genético para detectar mutações no gene UGT1A1/TATA box.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/08/WhatsApp-Image-2023-08-15-at-12.48.38.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="950" height="534" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/08/WhatsApp-Image-2023-08-15-at-12.48.38.jpeg" alt="" class="wp-image-7175" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/08/WhatsApp-Image-2023-08-15-at-12.48.38.jpeg?v=1692114589 950w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/08/WhatsApp-Image-2023-08-15-at-12.48.38-300x169.jpeg?v=1692114589 300w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/08/WhatsApp-Image-2023-08-15-at-12.48.38-768x432.jpeg?v=1692114589 768w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/08/WhatsApp-Image-2023-08-15-at-12.48.38-585x329.jpeg?v=1692114589 585w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br>Figura 1. Fluxograma de investigação de hiperbulirrubinemia indireta.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading" id="h-diagnostico-genetico"><strong>Diagnóstico Genético</strong></h2>



<p>Diante da possibilidade de reações adversas a algumas drogas metabolizadas pelo UGT1A1, a exemplo do irinotecano e atazanavir, recomenda-se considerar a confirmação da SG pela pesquisa da mutação UGT1A1 pelo método de PCR em tempo real (Imagem 1).</p>



<p>Quando em homozigose, não há necessidade de rastreamento adicional, entretanto, se o paciente possuir apenas um alelo da mutação UGT1A1 ou ambos os alelos forem normais, deve-se pesquisar as mutações G71R e Y486D, as quais também se associam com a SG.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/08/WhatsApp-Image-2023-08-15-at-13.08.43.png"><img decoding="async" width="914" height="525" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/08/WhatsApp-Image-2023-08-15-at-13.08.43.png" alt="" class="wp-image-7181" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/08/WhatsApp-Image-2023-08-15-at-13.08.43.png 914w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/08/WhatsApp-Image-2023-08-15-at-13.08.43-300x172.png 300w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/08/WhatsApp-Image-2023-08-15-at-13.08.43-768x441.png 768w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/08/WhatsApp-Image-2023-08-15-at-13.08.43-585x336.png 585w" sizes="(max-width: 914px) 100vw, 914px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br>Imagem 1. Resultado do teste genético para Síndrome de Gilbert com homozigose do alelo 28 no gene UGT1A1.</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-tratamento"><strong>Tratamento</strong></h2>



<p>Por ser uma condição benigna, o tratamento é conservador apenas com observação. O prognóstico dos pacientes com SG é excelente e não exige tratamento específico.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Thoguluva Chandrasekar V, Faust TW, John S. Gilbert Syndrome. 2023 Feb 6. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 Jan–. PMID: 29262099.</li>



<li>Singh A, Koritala T, Jialal I. Unconjugated Hyperbilirubinemia. 2023 Feb 20. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 Jan–. PMID: 31747203.</li>



<li>King D, Armstrong MJ. Overview of Gilbert&#8217;s syndrome. Drug Ther Bull. 2019 Feb;57(2):27-31. doi: 10.1136/dtb.2018.000028. PMID: 30709860.</li>



<li>Wagner KH, Shiels RG, Lang CA, Seyed Khoei N, Bulmer AC. Diagnostic criteria and contributors to Gilbert&#8217;s syndrome. Crit Rev Clin Lab Sci. 2018 Mar;55(2):129-139. doi: 10.1080/10408363.2018.1428526. Epub 2018 Feb 1. PMID: 29390925.</li>



<li>Rodrigues C, Vieira E, Santos R, de Carvalho J, Santos-Silva A, Costa E, Bronze-da-Rocha E. Impact of UGT1A1 gene variants on total bilirubin levels in Gilbert syndrome patients and in healthy subjects. Blood Cells Mol Dis. 2012 Mar 15;48(3):166-72. doi: 10.1016/j.bcmd.2012.01.004. Epub 2012 Feb 9. PMID: 22325916.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-citar-este-artigo">Como citar este artigo</h2>



<p class="has-background" style="background-color:#c9cbcd">Oti KST, Síndrome de Gilbert: o que precisamos saber? Gastropedia 2023, vol. 2. Disponível em: <br><a href="https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/figado/sindrome-de-gilbert-o-que-precisamos-saber/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/figado/sindrome-de-gilbert-o-que-precisamos-saber/</a></p>
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