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	<title>Arquivos procinéticos - Gastropedia</title>
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	<title>Arquivos procinéticos - Gastropedia</title>
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		<title>Procinéticos: Mecanismo de Ação, Indicações e Segurança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Apr 2025 23:11:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estômago]]></category>
		<category><![CDATA[Gastroenterologia]]></category>
		<category><![CDATA[procinéticos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os procinéticos são uma classe de fármacos utilizados no manejo de distúrbios da motilidade gastrointestinal. Seu mecanismo de ação baseia-se na estimulação das contrações do trato digestivo, favorecendo o esvaziamento&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os procinéticos são uma classe de fármacos utilizados no manejo de distúrbios da motilidade gastrointestinal. Seu mecanismo de ação baseia-se na estimulação das contrações do trato digestivo, favorecendo o esvaziamento gástrico e o trânsito intestinal. No Brasil, os principais representantes dessa classe incluem metoclopramida, domperidona, bromoprida, prucaloprida, neostigmina e eritromicina. </p>



<p>Este post resume o <em><strong>Expert Review da European Society of Neurogastroenterology and Motility em conjunto com The American Neurogastroenterology and Motility Society</strong></em>, que explora suas características farmacológicas, indicações clínicas e segurança.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-"> </h2>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-1-metoclopramida"><strong>1. Metoclopramida</strong></h2>



<p>A metoclopramida atua como antagonista dos receptores dopaminérgicos D2 e agonista parcial dos receptores serotoninérgicos 5-HT4, aumentando a liberação de acetilcolina no trato gastrointestinal. Esse mecanismo resulta no aumento da motilidade esofágica e gástrica.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-indicacoes"><br><strong>Indicações:</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Gastroparesia diabética;</li>



<li>Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE);</li>



<li>Náuseas e vômitos associados a cirurgias ou quimioterapia.</li>
</ul>



<p><strong>Efeitos adversos:</strong> O uso prolongado da metoclopramida está associado a um risco aumentado de efeitos adversos neurológicos, incluindo discinesia tardia irreversível, parkinsonismo, acatisia e distonia aguda. Esses efeitos extrapiramidais ocorrem devido à sua capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica e antagonizar os receptores dopaminérgicos centrais. Além disso, pode causar sedação e sintomas autonômicos, como hipotensão ortostática. Devido a esses riscos, recomenda-se que seu uso contínuo não ultrapasse 12 semanas, conforme diretrizes da FDA.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-"> </h2>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-2-domperidona"><strong>2. Domperidona</strong></h2>



<p>A domperidona é um antagonista D2 que, ao contrário da metoclopramida, não atravessa a barreira hematoencefálica, reduzindo os riscos de efeitos extrapiramidais.<br></p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-indicacoes-0"><strong>Indicações:</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Dispepsia funcional;</li>



<li>DRGE;</li>



<li>Gastroparesia leve a moderada.</li>
</ul>



<p><strong>Efeitos adversos:</strong> A domperidona pode prolongar o intervalo QT e aumentar o risco de arritmias ventriculares, especialmente em pacientes idosos ou com doenças cardiovasculares preexistentes. O risco cardiovascular é dose-dependente e pode ser agravado pelo uso concomitante de outros fármacos que prolongam o intervalo QT, como alguns antibióticos macrolídeos e antidepressivos tricíclicos. Recomenda-se monitoramento cuidadoso em pacientes de alto risco.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-3-bromoprida"><br><strong>3. Bromoprida</strong></h2>



<p>A bromoprida compartilha o mesmo mecanismo de ação da metoclopramida, sendo um antagonista D2 com propriedades serotoninérgicas moderadas.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-indicacoes-1"><strong>Indicações:</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Náuseas e vômitos de diversas etiologias;</li>



<li>Gastroparesia leve;</li>



<li>DRGE.</li>
</ul>



<p><strong>Efeitos adversos:</strong> Entre os efeitos colaterais mais comuns estão sintomas extrapiramidais, sedação e fadiga, o que pode limitar seu uso crônico.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-4-prucaloprida"><br><strong>4. Prucaloprida</strong></h2>



<p>A prucaloprida é um agonista altamente seletivo dos receptores 5-HT4, estimulando a liberação de acetilcolina no trato gastrointestinal e promovendo um aumento na motilidade intestinal, com maior impacto na motilidade colônica.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-indicacoes-2"><strong>Indicações:</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Constipação crônica idiopática resistente ao tratamento com laxantes.</li>
</ul>



<p><strong>Efeitos adversos:</strong> Pode causar cefaleia, diarreia e dor abdominal. Seu perfil de segurança cardiovascular é favorável, sem associação relevante com prolongamento do intervalo QT.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-5-neostigmina"><br><strong>5. Neostigmina</strong></h2>



<p>A neostigmina é um inibidor da acetilcolinesterase, aumentando os níveis de acetilcolina na junção neuromuscular e promovendo contrações no trato gastrointestinal.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-indicacoes-3"><strong>Indicações:</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Pseudo-obstrução colônica aguda (síndrome de Ogilvie);</li>



<li>Distúrbios de motilidade intestinal pós-operatórios.</li>
</ul>



<p><strong>Efeitos adversos:</strong> Os efeitos colaterais incluem bradicardia, cólicas abdominais, sudorese excessiva e hipersalivação. O monitoramento cardíaco é recomendado durante sua administração.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-6-eritromicina"><br><strong>6. Eritromicina</strong></h2>



<p>Além de sua função antibiótica, a eritromicina atua como um agonista dos receptores de motilina, estimulando contrações gástricas semelhantes às do complexo motor migratório.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-indicacoes-4"><strong>Indicações:</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Gastroparesia grave, especialmente em pacientes diabéticos;</li>



<li>Esvaziamento gástrico antes de procedimentos endoscópicos;</li>



<li>Pseudo-obstrução intestinal.</li>
</ul>



<p><strong>Efeitos adversos:</strong> Seu uso prolongado pode induzir taquifilaxia, além de interferir na microbiota intestinal e aumentar o risco de resistência bacteriana. Também está associada a prolongamento do intervalo QT em alguns pacientes.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-doses-recomendadas"><br><strong>Doses recomendadas:</strong></h3>



<figure class="wp-block-table"><div class="pcrstb-wrap"><table class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background has-fixed-layout"><tbody><tr><td>Metoclopramida: 10 mg via oral, intramuscular ou intravenosa, até 3 vezes ao dia (máximo de 30 mg/dia).<br><br>Domperidona: 10 mg via oral, até 3 vezes ao dia (máximo de 30 mg/dia).<br><br>Bromoprida: 10 mg via oral ou intramuscular, até 3 vezes ao dia (máximo de 30 mg/dia).<br><br>Prucaloprida: 2 mg via oral, uma vez ao dia (1 mg para idosos ou pacientes com insuficiência renal grave).<br><br>Neostigmina: 0,5–2 mg intravenoso, administrado lentamente (monitoramento cardíaco recomendado devido ao risco de bradicardia).<br><br>Eritromicina: 250–500 mg via oral, a cada 8 horas; ou 3 mg/kg intravenoso a cada 8 horas em casos de gastroparesia severa.</td></tr></tbody></table></div></figure>



<p><br><br></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/FIGURA1.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="946" height="1024" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/FIGURA1-946x1024.jpg" alt="" class="wp-image-9735" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/FIGURA1-946x1024.jpg?v=1742332923 946w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/FIGURA1-277x300.jpg?v=1742332923 277w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/FIGURA1-768x832.jpg?v=1742332923 768w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/FIGURA1-585x634.jpg?v=1742332923 585w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/FIGURA1.jpg?v=1742332923 1170w" sizes="(max-width: 946px) 100vw, 946px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br>Figura 1: Procinéticos e seus mecanismos de ação.<br>Ref: Bor S, et al. Neurogastroenterol Motil. 2024.</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-consideracoes-finais"><br><strong>Considerações Finais</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Os procinéticos têm um papel fundamental no tratamento de distúrbios da motilidade gastrointestinal, mas seu uso deve ser individualizado conforme o perfil clínico do paciente. Enquanto a metoclopramida, domperidona e bromoprida são indicadas para gastroparesia e DRGE, a prucaloprida é uma opção mais segura para constipação crônica idiopática. A neostigmina e a eritromicina são reservadas para casos graves, como pseudo-obstrução intestinal e gastroparesia severa. A decisão terapêutica deve equilibrar eficácia e segurança, evitando o uso prolongado quando possível.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias"><br><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Bor S, Kalkan İH, Savarino E, Rao S, Tack J, Pasricha J, Cangemi D, Schol J, Karunaratne T, Ghisa M, Ahuja NK, Lacy B. Prokinetics-safety and efficacy: The European Society of Neurogastroenterology and Motility/The American Neurogastroenterology and Motility Society expert review.<br>Neurogastroenterol Motil. 2024 May;36(5):e14774. doi: 10.1111/nmo.14774. Epub 2024 Mar 10. PMID: 38462678.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-citar-este-artigo"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Martins BC. Procinéticos: Mecanismo de Ação, Indicações e Segurança Gastropedia 2025; Vol 1. Disponível em: <a href="https://gastropedia.pub/pt/?p=9734" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/procineticos-mecanismo-de-acao-indicacoes-e-seguranca/</a></p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/procineticos-mecanismo-de-acao-indicacoes-e-seguranca/">Procinéticos: Mecanismo de Ação, Indicações e Segurança</a> apareceu primeiro em <a href="https://gastropedia.pub/pt">Gastropedia</a>.</p>
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