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	<title>Arquivos pólipos de vesícula - Gastropedia</title>
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	<description>Atualização médica de forma descomplicada para profissionais que trabalham com saúde do aparelho digestivo.</description>
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	<title>Arquivos pólipos de vesícula - Gastropedia</title>
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	<item>
		<title>Adenomiomatose da Vesícula Biliar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Sep 2023 09:40:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[Hepatopancreatobiliar]]></category>
		<category><![CDATA[adenomiose]]></category>
		<category><![CDATA[pólipos de vesícula]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução A adenomiomatose ou adenomiose (ADM) é uma condição benigna da vesícula biliar caracterizada pelo crescimento excessivo da mucosa, espessamento da parede muscular e presença de divertículos intramurais, conhecidos como&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading" id="h-introducao"><strong>Introdução</strong></h2>



<p>A adenomiomatose ou adenomiose (ADM) é uma condição benigna da vesícula biliar caracterizada pelo crescimento excessivo da mucosa, espessamento da parede muscular e presença de divertículos intramurais, conhecidos como sinusoides de Rokitansky-Aschoff (RAS).</p>



<p>Neste artigo vamos revisar as características patológicas, epidemiológicas e de diagnóstico da adenomiomatose, tecendo um breve comentário sobre o tratamento</p>



<details class="wp-block-details is-layout-flow wp-block-details-is-layout-flow"><summary>Para saber mais sobre pólipos da vesícula biliar, confira esse outro artigo:</summary>
<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-gastropedia wp-block-embed-gastropedia"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="90HoiSfQJG"><a href="https://gastropedia.pub/pt/cirurgia/hepatopancreatobiliar/polipos-de-vesicula-biliar/">Pólipos de Vesícula Biliar</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Pólipos de Vesícula Biliar&#8221; &#8212; Gastropedia" src="https://gastropedia.pub/pt/cirurgia/hepatopancreatobiliar/polipos-de-vesicula-biliar/embed/#?secret=7egFAAD9sY#?secret=90HoiSfQJG" data-secret="90HoiSfQJG" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
</div></figure>



<div style="height:65px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
</details>



<div style="height:54px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-epidemiologia"><strong>Epidemiologia</strong></h2>



<p>A adenomiomatose é relativamente comum, sendo encontrada em 1-9% das amostras de colecistectomia. Embora possa ocorrer em uma ampla faixa etária, os diagnósticos mais frequentes são em pacientes na faixa dos 50 anos. A incidência aumenta com a idade, provavelmente devido à inflamação prolongada.</p>



<p>A prevalência da adenomiomatose em relação ao gênero varia na literatura. Alguns estudos indicam que é mais comum em mulheres (3:1), enquanto outros afirmam que a prevalência é semelhante entre homens e mulheres. Não há preferência racial conhecida.</p>



<p>A causa da adenomiomatose é desconhecida, embora se acredite que seja uma resposta à inflamação crônica da vesícula biliar. Como os diagnósticos mais frequentes ocorrem na faixa dos 50 anos, a ideia de inflamação crônica como etiologia parece plausível.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-achados-patologicos"><strong>Achados Patológicos</strong></h2>



<p>A adenomiomatose é uma das colecistoses hiperplásicas, sendo a outra a colesterolose. Nessa condição, ocorre hiperplasia da parede com a formação de sinusóides de Rokitansky-Aschoff (divertículos intramurais revestidos por epitélio mucoso) que penetram na parede muscular da vesícula biliar, com ou sem espessamento da parede. O acúmulo de colesterol na adenomiomatose é intraluminal, já que cristais de colesterol precipitam na bile retida nos sinusóides de Rokitansky-Aschoff.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-1-RAS.jpeg"><img decoding="async" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-1-RAS-1024x730.jpeg" alt="" class="wp-image-7432" style="width:640px" width="640" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-1-RAS-1024x730.jpeg?v=1694031614 1024w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-1-RAS-300x214.jpeg?v=1694031614 300w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-1-RAS-768x547.jpeg?v=1694031614 768w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-1-RAS-1170x834.jpeg?v=1694031614 1170w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-1-RAS-585x417.jpeg?v=1694031614 585w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-1-RAS.jpeg?v=1694031614 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br>Os seios de Rokitansky-Aschoff consistem em invaginações do epitélio na camada muscular que produzem pequenos divertículos intramurais. Por si só, essa condição não apresenta significado clínico. Um diagnóstico histológico de adenomiomatose requer que os seios de Rokitansky-Aschoff sejam profundos, ramificados e acompanhados de hipertrofia da camada muscular.<br>Fonte: <em>Sleisenger and Fordtran’s Gastrointestinal and liver disease 9th ed p 1146 – 1149</em></figcaption></figure>
</div>


<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Existem três formas macroscópicas de adenomiomatose (Fig. 2):</p>



<ul class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-list">
<li>A forma <strong>segmentar</strong> (&gt; 60%): forma uma espécie de diafragma entre o colo e o fundo da vesícula biliar, separando-a em duas zonas comunicantes.</li>



<li>A forma <strong>localizada</strong> (30%): geralmente ocorre no fundo da vesícula.</li>



<li>A forma <strong>difusa</strong> (mais rara &lt;5%): espessamento parietal que afeta toda a parede da vesícula.</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/Figura-2-Adenomiomatose.png"><img decoding="async" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/Figura-2-Adenomiomatose-1024x612.png" alt="" class="wp-image-7433" style="width:640px" width="640" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/Figura-2-Adenomiomatose-1024x612.png 1024w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/Figura-2-Adenomiomatose-300x179.png 300w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/Figura-2-Adenomiomatose-768x459.png 768w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/Figura-2-Adenomiomatose-1170x699.png 1170w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/Figura-2-Adenomiomatose-585x350.png 585w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/Figura-2-Adenomiomatose.png 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Formas macroscópicas da adenomiomatose</em></figcaption></figure>
</div>


<p>No tipo localizado, a adenomiomatose pode causar um espessamento mucoso focal na parede da vesícula formando um nódulo, geralmente no fundo, que se projeta para o lúmen, dando a aparência de um pólipo na ultrassonografia. A camada muscular na área afetada costuma estar espessada de três a cinco vezes a sua espessura normal.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-quadro-clinico"><strong>Quadro Clínico</strong></h2>



<p>Geralmente, a adenomiomatose é assintomática, sendo descoberta incidentalmente por exames de imagem ou após colecistectomia, mas pode apresentar sintomas. Em raras situações, pode causar dores semelhantes a cólicas biliares no hipocôndrio direito. No entanto, como metade dos casos de ADM está associada a cálculos biliares, é difícil atribuir especificamente à ADM a causa dessas dores.</p>



<p>Não há evidência de que a presença de adenomiomatose aumente o risco de câncer de vesícula biliar. Porém, a presença de adenomiomatose está associada a casos mais avançados de câncer de vesícula biliar, possivelmente porque sua presença dificulta o diagnóstico precoce por exames de imagem.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-diagnostico-radiologico"><strong>Diagnóstico Radiológico</strong></h2>



<p>Uma vez que a ADM não apresenta sintomas específicos, a imagem desempenha um papel fundamental no seu diagnóstico diferencial. Cerca de 25% dos casos de espessamento da parede da vesícula biliar (parede &gt; 3 mm) são devidos à ADM.</p>



<p>Atualmente, o diagnóstico baseia-se na ultrassonografia (US) e frequentemente é incidental. A USG apresenta uma sensibilidade de cerca de 65%.</p>



<p>Os sinais sugestivos incluem parede espessada, conteúdo luminal anecoico ou ecogênico (lodo, cálculos), imagens murais pseudocísticas correspondendo aos seios de Rokitansky-Aschoff e artefatos de reverberação acústica (cauda de cometa) devido a concreções de cálcio presas nos RAS.</p>



<p>A ultrassonografia endoscópica melhora a sensibilidade da USG transabdominal, especialmente para o diagnóstico diferencial com câncer da VB.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-ultrassonografia"><strong>Ultrassonografia</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>espessamento mural (difuso, focal, anular)
<ul class="wp-block-list">
<li>forma segmentar é especialmente difícil de distinguir do <a href="https://gastropedia.pub/pt/cirurgia/hepatopancreatobiliar/adenocarcinoma-de-vesicula-biliar-como-proceder-diante-do-diagnostico-inesperado/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">carcinoma de vesícula biliar</a></li>
</ul>
</li>



<li>artefato de cauda de cometa: focos intramurais ecogênicos dos quais emanam artefatos de reverberação em forma de V são altamente específicos para a adenomiomatose, representando os cristais de colesterol no lumen dos seios de Rokitansky-Aschoff</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose.jpg"><img decoding="async" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose.jpg" alt="" class="wp-image-7445" style="width:480px" width="480" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose.jpg?v=1694132004 611w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose-300x268.jpg?v=1694132004 300w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose-585x522.jpg?v=1694132004 585w" sizes="(max-width: 611px) 100vw, 611px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Espessamento segmentar hipoecoico no fundo da vesícula biliar, medindo 11×5mm,sugestivo de adenomiomatose. Imagem cedida pela Dra. Julia Mayumi Gregorio</em></figcaption></figure>
</div>


<h3 class="wp-block-heading" id="h-tomografia-computadorizada"><strong>Tomografia Computadorizada</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>espessamento anormal da parede da vesícula biliar e realce são características comuns, mas não específicas, da TC para a adenomiomatose</li>



<li>os seios de Rokitansky-Aschoff maiores podem ser visualizados</li>



<li>foi descrito um sinal de rosário na TC, formado por epitélio realçado dentro de divertículos intramurais cercados pela camada muscular da vesícula biliar hipertrófica relativamente não realçada</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-ressonancia-nuclear-magnetica"><strong>Ressonância Nuclear Magnética</strong></h3>



<p>A Colangiopancreatografia por Ressonância Magnética (CPRM) é a técnica normalmente empregada para caracterização da vesícula biliar e árvore biliar. As características de imagem incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>espessamento mural</li>



<li>massa focal séssil</li>



<li>divertículos intramurais preenchidos com líquido</li>



<li>o sinal de colar de pérolas refere-se à disposição curvilínea característica de várias cavidades intramurais arredondadas hiperintensas visualizadas em imagens ponderadas em T2</li>



<li>configuração de ampulheta em tipos anulares</li>
</ul>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose_RAS.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="471" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose_RAS-1024x471.png" alt="" class="wp-image-7482" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose_RAS-1024x471.png 1024w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose_RAS-300x138.png 300w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose_RAS-768x353.png 768w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose_RAS-585x269.png 585w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose_RAS.png 1056w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-tratamento"><strong>Tratamento</strong></h2>



<p>Pacientes com características típicas de adenomiomatose na ultrassonografia não requerem vigilância ou colecistectomia.</p>



<p>A colecistectomia pode ser realizada nas seguintes situações:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>paciente sintomático com dor no quadrante superior direito (geralmente devido a cálculos biliares)</li>



<li>aparência (especialmente quando focal) pode ser difícil de distinguir de malignidade.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-galeria-de-imagens"><strong>Galeria de Imagens</strong></h2>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="870" height="500" data-id="7486" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose1.png" alt="" class="wp-image-7486" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose1.png 870w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose1-300x172.png 300w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose1-768x441.png 768w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose1-585x336.png 585w" sizes="(max-width: 870px) 100vw, 870px" /><figcaption class="wp-element-caption">Forma localizada com focos anecoicos (RAS)</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="806" height="570" data-id="7485" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose-fundica.png" alt="" class="wp-image-7485" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose-fundica.png 806w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose-fundica-300x212.png 300w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose-fundica-768x543.png 768w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose-fundica-585x414.png 585w" sizes="(max-width: 806px) 100vw, 806px" /><figcaption class="wp-element-caption">Espessamento hipoecoico focal no fundo da vesícula</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="400" data-id="7483" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose_segmentar.png" alt="" class="wp-image-7483" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose_segmentar.png 560w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose_segmentar-300x214.png 300w" sizes="(max-width: 560px) 100vw, 560px" /><figcaption class="wp-element-caption">Forma seegmentar</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="516" data-id="7484" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose-cometa.png" alt="" class="wp-image-7484" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose-cometa.png 560w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose-cometa-300x276.png 300w" sizes="(max-width: 560px) 100vw, 560px" /><figcaption class="wp-element-caption">Aspecto de cauda de cometa</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="471" data-id="7482" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose_RAS-1024x471.png" alt="" class="wp-image-7482" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose_RAS-1024x471.png 1024w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose_RAS-300x138.png 300w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose_RAS-768x353.png 768w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose_RAS-585x269.png 585w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose_RAS.png 1056w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</figure>



<div style="height:52px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Golse N, Lewin M, Rode A, Sebagh M, Mabrut JY. Gallbladder adenomyomatosis: Diagnosis and management. J Visc Surg. 2017 Oct;154(5):345-353. doi: 10.1016/j.jviscsurg.2017.06.004. Epub 2017 Aug 24. PMID: 28844704.</li>



<li>Ryu Y, Abdeldjalil B, Molinari A, et al. Adenomyomatosis of the gallbladder. Reference article, Radiopaedia.org (Accessed on 24 Aug 2023) https://doi.org/10.53347/rID-7056</li>



<li>Wisam F Zakko, MD. Gallbladder polyps. Disponível em https://www.uptodate.com/contents/gallbladder-polyps</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-citar-este-artigo">Como citar este artigo</h2>



<p class="has-background" style="background-color:#d3dbe0">Martins BC. Adenomiomatose da Vesícula Biliar Gastropedia 2023; vol 2. Disponível em: <a href="https://gastropedia.pub/pt/?p=7430" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://gastropedia.pub/pt/cirurgia/hepatopancreatobiliar/adenomiomatose-da-vesicula-biliar/</a><br></p>
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		<item>
		<title>Pólipos de Vesícula Biliar</title>
		<link>https://gastropedia.pub/pt/cirurgia/hepatopancreatobiliar/polipos-de-vesicula-biliar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Sep 2023 10:16:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[Hepatopancreatobiliar]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de vesícula]]></category>
		<category><![CDATA[pólipo de vesícula]]></category>
		<category><![CDATA[pólipos de vesícula]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução Os pólipos da vesícula biliar geralmente são achados incidentais diagnosticados durante exames de ultrassom abdominal ou durante colecistectomia. Geralmente não apresentam sintomas, mas ocasionalmente podem causar desconfortos similares aos&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://gastropedia.pub/pt/cirurgia/hepatopancreatobiliar/polipos-de-vesicula-biliar/">Pólipos de Vesícula Biliar</a> apareceu primeiro em <a href="https://gastropedia.pub/pt">Gastropedia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading" id="h-introducao"><strong>Introdução</strong></h2>



<p>Os pólipos da vesícula biliar geralmente são achados incidentais diagnosticados durante exames de ultrassom abdominal ou durante colecistectomia. Geralmente não apresentam sintomas, mas ocasionalmente podem causar desconfortos similares aos causados por cálculos biliares. </p>



<p>A maioria dessas lesões não é neoplásica, mas sim hiperplásica ou representa depósitos de lipídios. </p>



<p>Com o uso generalizado da ultrassonografia, as lesões polipoides na vesícula biliar estão sendo cada vez mais detectadas. No entanto, muitas vezes a imagem não é suficiente para excluir a possibilidade de neoplasia ou adenomas pré-malignos. Nesse artigo, revisaremos a importância clínica e o diagnóstico diferencial dos pólipos na vesícula biliar. Para saber sobre o tratamento dos pólipos de vesícula, confira esse outro artigo: <a href="https://gastropedia.pub/pt/cirurgia/conduta-nos-polipos-de-vesicula-biliar-quando-fazer-seguimento-e-quando-indicar-a-colecistectomia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://gastropedia.pub/pt/cirurgia/conduta-nos-polipos-de-vesicula-biliar-quando-fazer-seguimento-e-quando-indicar-a-colecistectomia</a></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-classificacao"><strong>Classificação</strong></h2>



<p>As lesões polipoides na vesícula biliar podem ser categorizadas como benignas ou malignas. As lesões benignas podem ser subdivididas em neoplásicas e não neoplásicas.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-polipos-benignos-nao-neoplasicos"><strong><em>Pólipos benignos não neoplásicos</em></strong></h3>



<p>As lesões não neoplásicas benignas mais comuns são pólipos de colesterol, seguidos por adenomiomatose e pólipos inflamatórios.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><a href="https://gastropedia.pub/pt/cirurgia/hepatopancreatobiliar/polipos-de-colesterol-e-colesterolose/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pólipos de colesterol e colesterolose</a>:</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>é uma condição benigna caracterizada pelo acúmulo de lipídios na mucosa da parede da vesícula biliar.</li>



<li>são os tipos mais comuns de pólipos da vesícula biliar, podendo chegar a 10% ou mais.</li>



<li>Pode ser do tipo difuso ou polipoide.</li>



<li>O termo colesterolose se refere ao tipo difuso, que é geralmente diagnosticado incidentalmente durante a colecistectomia, causando o aspecto de “vesícula em morango” devido ao contraste que faz com a mucosa da vesícula.</li>



<li>Os pólipos de colesterol são a forma polipoide da colesterolose, sendo o pólipo da vesícula biliar mais comum, geralmente diagnosticado incidentalmente em ultrassonografia.</li>



<li>Embora geralmente assintomático, em alguns pacientes pode causar sintomas e complicações semelhantes às causadas por cálculos biliares.</li>
</ul>
</li>



<li><strong><a href="https://gastropedia.pub/pt/cirurgia/hepatopancreatobiliar/adenomiomatose-da-vesicula-biliar/">Adenomiomatose</a>:</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>é uma anormalidade da vesícula biliar caracterizada pelo crescimento excessivo da mucosa, espessamento da parede muscular e divertículos intramurais.</li>



<li>A prevalência da adenomiose da vesícula biliar é baixa, mas parece ter uma prevalência maior em mulheres do que em homens.</li>
</ul>
</li>



<li><strong>Pólipos inflamatórios</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>Os pólipos inflamatórios são os pólipos não neoplásicos menos comuns.</li>



<li>Aparecem como sésseis ou pediculados e são compostos por tecido de granulação e fibroso com células plasmáticas e linfócitos.</li>



<li>Os pólipos têm geralmente 5 a 10 mm de diâmetro, embora tenham sido descritos pólipos inflamatórios com mais de 1 cm</li>
</ul>
</li>
</ul>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="611" height="545" data-id="7445" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose.jpg" alt="Espessamento segmentar hipoecoico no fundo da vesícula biliar, medindo 11×5mm,sugestivo de adenomiomatose. Imagem cedida pela Dra. Julia Mayumi Gregorio" class="wp-image-7445" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose.jpg?v=1694132004 611w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose-300x268.jpg?v=1694132004 300w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/adenomiomatose-585x522.jpg?v=1694132004 585w" sizes="(max-width: 611px) 100vw, 611px" /><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Espessamento segmentar hipoecoico no fundo da vesícula biliar, medindo 11×5mm,sugestivo de adenomiomatose. Imagem cedida pela Dra. Julia Mayumi Gregorio</em></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="685" height="517" data-id="7446" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/polipo-de-colesterol.jpg" alt="" class="wp-image-7446" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/polipo-de-colesterol.jpg?v=1694132004 685w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/polipo-de-colesterol-300x226.jpg?v=1694132004 300w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/09/polipo-de-colesterol-585x442.jpg?v=1694132004 585w" sizes="(max-width: 685px) 100vw, 685px" /><figcaption class="wp-element-caption"><br><em>Nota-se pólipo pediculado, hiperecoico, sem produzir sombra acústica, sugestivo de pólipo de colesterol. Imagem cedida pela Dra. Julia Mayumi Gregorio</em></figcaption></figure>
</figure>



<div style="height:51px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-polipos-benignos-neoplasicos"><strong><em>Pólipos benignos neoplásicos</em></strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Adenomas:</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>Pólipos adenomatosos da vesícula biliar são as lesões neoplásicas benignas mais comuns. Embora a verdadeira incidência seja desconhecida, na maioria das séries é inferior a 0,5 por cento.</li>



<li>Adenomas da vesícula biliar são tumores epiteliais benignos compostos por células que se assemelham ao epitélio das vias biliares.</li>



<li>O risco de câncer aumenta com o tamanho do pólipo, sendo que pólipos adenomatosos com tamanho maior têm um risco de malignidade.</li>
</ul>
</li>



<li><strong>Outros</strong> — Outras lesões neoplásicas da vesícula biliar como fibromas, lipomas e leiomiomas, são raros. A história natural desses pólipos não está bem definida.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-polipos-malignos"><em><strong>Pólipos malignos:</strong></em></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>A maioria dos pólipos malignos na vesícula biliar são adenocarcinomas.</li>



<li>Os <a href="https://gastropedia.pub/pt/cirurgia/hepatopancreatobiliar/adenocarcinoma-de-vesicula-biliar-como-proceder-diante-do-diagnostico-inesperado/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">adenocarcinomas da vesícula biliar</a> são muito mais comuns do que os adenomas da vesícula biliar, ao contrário do cólon, onde os adenomas são muito mais comuns do que os adenocarcinomas.</li>



<li>Carcinoma escamoso, cistoadenoma mucinoso e adenoacantomas da vesícula biliar são raros</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-risco-de-cancer"><strong>RISCO DE CÂNCER</strong></h2>



<p>A maioria dos pólipos na vesícula biliar é benigna, e a maioria dos pólipos benignos, com exceção dos adenomas, não tem potencial maligno. O risco global de câncer de vesícula biliar em pacientes com pólipos na vesícula parece ser baixo.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Em um grande estudo de coorte com mais de 35.000 adultos com pólipos na vesícula diagnosticados por USG, 0.053% tiveram câncer de vesícula biliar, semelhante à população sem pólipos (0.054%). [ref]</li>



<li>O risco de evolução para neoplasia varia de acordo como o tamanho dos pólipos, ocorrendo em 128/100.000 pessoas para pólipos &gt; 10mm, mas somente em 1.3/100.000 pessoas para pólipos &lt; 6mm.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-fatores-de-risco-estabelecidos-para-cancer"><strong><em>Fatores de risco estabelecidos para câncer</em></strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Tamanho do pólipo — A incidência de câncer da vesícula biliar varia de 43 a 77% em pólipos maiores que 1 cm e 100% em pólipos maiores que 2 cm.</li>



<li>Pólipo séssil — pólipos sésseis são um fator de risco independente para malignidade, com um risco 7x maior de câncer de vesícula biliar. [ref]</li>



<li>Idade &gt; 60 anos: esse é o corte adotado em diretrizes para estratificação de risco e orientação de tratamento.</li>



<li>Outros: etnia indiana, colangite esclerosante primária</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-condicoes-com-risco-incerto"><strong><em>Condições com risco incerto</em></strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Cálculos biliares concomitantes</li>



<li>Adenomiomatose — Não há evidências de que a presença de adenomiose aumenta o risco de câncer de vesícula biliar. Se o risco for aumentado, a magnitude do aumento parece ser pequena.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-diagnostico"><strong>DIAGNÓSTICO</strong></h2>



<p>Os pólipos na vesícula biliar geralmente são descobertos incidentalmente em exames de ultrassonografia abdominal. Nenhuma das modalidades de imagem disponíveis pode distinguir inequivocamente pólipos benignos de malignos. Isso só pode ser confirmado pelo anatomopatológico após a colecistectomia.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-caracteristicas-dos-polipos-da-vesicula-biliar-na-ultrassonografia-abdominal"><strong>Características dos pólipos da vesícula biliar na ultrassonografia abdominal:</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Podem ser únicos ou múltiplos</li>



<li>Sensibilidade 84% e especificidade 96% (meta-análise com 16.260 pacientes)</li>



<li><strong>PÓLIPOS DE COLESTEROL</strong> são geralmente múltiplos, homogêneos, polipoides e pediculados, com ecogenecidade maior do que o parênquima hepático.
<ul class="wp-block-list">
<li>Eles podem ou não conter pontos hiperecogênicos.</li>



<li>Os pólipos de colesterol geralmente têm menos de 1 cm.</li>



<li>Em contraste com os pólipos de colesterol, a colesterolose difusa não possui achados ultrassonográficos específicos, e seu diagnóstico geralmente é feito após a cirurgia.</li>
</ul>
</li>



<li><strong>ADENOMAS</strong> são lesões homogêneas, isoecoicas em relação ao parênquima hepático, têm uma superfície lisa e <strong>geralmente não têm pedículo</strong>.
<ul class="wp-block-list">
<li>A morfologia <strong>séssil</strong> e o <strong>espessamento focal</strong> da parede da vesícula biliar <strong>maior do que 4 mm</strong> são fatores de risco para malignidade.</li>
</ul>
</li>



<li><strong>ADENOCARCINOMAS</strong> são estruturas polipoides homogêneas ou heterogêneas que geralmente são isoecoicas em relação ao parênquima hepático.</li>



<li>A <strong>ADENOMIOMATOSE </strong>também pode causar um espessamento difuso com focos anecoicos redondos que representam os divertículos intramurais. Quando localizada no fundo, a adenomiose pode produzir uma projeção de mucosa que pode dar a aparência de um pólipo na ultrassonografia.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-papel-da-ecoendoscopia-eus"><strong>Papel da ecoendoscopia (EUS)</strong></h3>



<p>A EUS é um método de imagem invasivo que pode ser útil em casos selecionados, especialmente em pacientes com suspeita de pólipos malignos. Oferece a vantagem de obter imagens da vesícula biliar através da parede gástrica, evitando a atenuação prejudicial pela gordura subcutânea ou interferência do gás intestinal.</p>



<p>No entanto, sua precisão em diferenciar pólipos neoplásicos de não neoplásicos é limitada:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Em uma meta-análise de quatro estudos que incluíram 1009 participantes, a sensibilidade para detecção de pólipos displásicos/carcinoma foi de 79% e a especificidade foi de 89%.</li>



<li>Embora a Contrast-enhanced EUS (ex: com microbolhas) possa ter uma acurácia ligeiramente maior na diferenciação entre pólipos adenomatosos e de colesterol quando comparada à EUS convencional, ainda são necessários mais estudos para estabelecer seu papel definitivo.</li>
</ul>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-resumo-de-polipos-da-vesicula-biliar"><em><strong>Resumo de Pólipos da Vesícula Biliar</strong></em> </h2>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes has-normal-font-size"><div class="pcrstb-wrap"><table class="has-background" style="background-color:#0040662e"><thead><tr><th><strong>Tipo de Pólipo</strong></th><th><strong>Características Principais</strong></th><th><strong>Prevalência e Incidência</strong></th><th><strong>Achados Ultrassonográficos</strong></th><th><strong>Risco de Malignidade</strong></th><th><strong>Sintomas e Complicações</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td><br><strong>Pólipos Benignos Não Neoplásicos</strong></td><td></td><td></td><td></td><td></td><td></td></tr><tr><td><br>Colesterolose Difusa</td><td><br><br>Acúmulo de lipídios na mucosa da vesícula biliar.</td><td><br>Prevalência de 9% a 26% em estudos cirúrgicos.</td><td><br><br>Não apresenta achados ultrassonográficos específicos.</td><td><br>Geralmente baixo.</td><td>Geralmente assintomática</td></tr><tr><td><br>Pólipos de Colesterol</td><td><br>Crescimentos benignos na mucosa da vesícula biliar.</td><td><br>Tipicamente diagnosticados por ultrassonografia. Prevalencia estimada &gt;10%</td><td><br>Múltiplos, homogêneos, polipoides, mais ecogênicos que o fígado.</td><td><br>Baixo.</td><td><br>Geralmente assintomática. Podem ter complicações semelhantes a cálculos</td></tr><tr><td><br>Pólipos Inflamatórios</td><td><br>Compostos por tecido de granulação e fibroso.</td><td><br>Menos comuns entre os pólipos não neoplásicos.</td><td><br>Sésseis ou pediculados, geralmente 5 a 10 mm</td><td><br>Baixo.</td><td><br>Varia de acordo com tamanho</td></tr><tr><td><br><strong>Pólipos Benignos Neoplásicos</strong></td><td></td><td></td><td></td><td></td><td></td></tr><tr><td><br>Adenomas</td><td><br>Tumores epiteliais benignos mais comuns.</td><td><br>Menos de 0,5% de incidência.</td><td><br><br>Isoecogênicos, liso, sem pedículo.</td><td><br>Variável, aumenta com tamanho &gt;10mm.</td><td><br>Raramente sintomáticos</td></tr><tr><td><br><strong>Pólipos Malignos</strong></td><td></td><td></td><td></td><td></td><td></td></tr><tr><td><br>Adenocarcinomas</td><td><br>Forma mais comum de pólipos malignos.</td><td><br>Incidência mais alta que adenomas malignos.</td><td><br>Características avançadas, geralmente diagnosticados tardiamente.</td><td><br>Alto.</td><td><br>Sintomas avançados e complicações</td></tr><tr><td><br>Carcinomas de Células Escamosas, Cistadenomas Mucinosos e Adenoacantomas</td><td><br>Tipos raros de pólipos malignos.</td><td><br>Incidência baixa.</td><td><br>Características avançadas, exige avaliação e tratamento especializados.</td><td><br>Alto.</td><td><br>Sintomas avançados e complicações</td></tr></tbody></table></div></figure>



<div style="height:49px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias">Referências</h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Szpakowski JL, Tucker LY. Outcomes of Gallbladder Polyps and Their Association With Gallbladder Cancer in a 20-Year Cohort. JAMA Netw Open. 2020 May 1;3(5):e205143. doi: 10.1001/jamanetworkopen.2020.5143. PMID: 32421183; PMCID: PMC7235691.</li>



<li>Bhatt NR, Gillis A, Smoothey CO, Awan FN, Ridgway PF. Evidence based management of polyps of the gall bladder: A systematic review of the risk factors of malignancy. Surgeon. 2016 Oct;14(5):278-86. doi: 10.1016/j.surge.2015.12.001. Epub 2016 Jan 26. PMID: 26825588.</li>



<li>Foley KG, Lahaye MJ, Thoeni RF, Soltes M, Dewhurst C, Barbu ST, Vashist YK, Rafaelsen SR, Arvanitakis M, Perinel J, Wiles R, Roberts SA. Management and follow-up of gallbladder polyps: updated joint guidelines between the ESGAR, EAES, EFISDS and ESGE. Eur Radiol. 2022 May;32(5):3358-3368. doi: 10.1007/s00330-021-08384-w. Epub 2021 Dec 17. PMID: 34918177; PMCID: PMC9038818.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-citar-este-artigo">Como citar este artigo</h2>



<p class="has-background" style="background-color:#c3ced9">Martins BC. Pólipos de Vesícula Biliar Gastropedia 2023; vol 2. Disponível em: <a href="https://gastropedia.pub/pt/?p=7395" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://gastropedia.pub/pt/cirurgia/hepatopancreatobiliar/polipos-de-vesicula-biliar</a></p>
<p>O post <a href="https://gastropedia.pub/pt/cirurgia/hepatopancreatobiliar/polipos-de-vesicula-biliar/">Pólipos de Vesícula Biliar</a> apareceu primeiro em <a href="https://gastropedia.pub/pt">Gastropedia</a>.</p>
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