<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos IPMN - Gastropedia</title>
	<atom:link href="https://gastropedia.pub/pt/tag/ipmn/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://gastropedia.pub/pt/tag/ipmn/</link>
	<description>Atualização médica de forma descomplicada para profissionais que trabalham com saúde do aparelho digestivo.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 03 Mar 2025 21:15:26 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>http://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2022/11/favicon.png</url>
	<title>Arquivos IPMN - Gastropedia</title>
	<link>https://gastropedia.pub/pt/tag/ipmn/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Guideline de Kyoto &#8211; atualizações na abordagem dos IPMNs &#8211; Parte II</title>
		<link>https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/guideline-de-kyoto-atualizacoes-na-abordagem-dos-ipmns-parte-ii/</link>
					<comments>https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/guideline-de-kyoto-atualizacoes-na-abordagem-dos-ipmns-parte-ii/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maira Marzinotto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jul 2024 12:30:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gastroenterologia]]></category>
		<category><![CDATA[Pâncreas]]></category>
		<category><![CDATA[IPMN]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gastropedia.pub/pt/?p=8468</guid>

					<description><![CDATA[<p>No artigo anterior discorremos sobre as mudanças na classificação histopatológica, definição dos estigmas de alto risco e dos marcadores para diagnóstico dos IPMNs. Vamos continuar a análise do Guideline de&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/guideline-de-kyoto-atualizacoes-na-abordagem-dos-ipmns-parte-ii/">Guideline de Kyoto &#8211; atualizações na abordagem dos IPMNs &#8211; Parte II</a> apareceu primeiro em <a href="https://gastropedia.pub/pt">Gastropedia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No <a href="https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/pancreas/guideline-de-kyoto-atualizacoes-na-abordagem-dos-ipmns-parte-i/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo anterior</a> discorremos sobre as mudanças na classificação histopatológica, definição dos estigmas de alto risco e dos marcadores para diagnóstico dos IPMNs. </p>



<p>Vamos continuar a análise do Guideline de Kyoto, em relação às lesões císticas pancreáticas.</p>



<p><strong>6) Indicação cirúrgica:</strong> Neste aspecto, o guideline não difere muito da atualização do consenso de Fukuoka em 2017. A cirurgia proposta é a pancreatectomia parcial com realização de linfadenectomia radical se houver suspeita de carcinoma invasivo, e a cirurgia com preservação de baço ou piloro se não houver suspeita de carcinoma invasivo. É sempre interessante realizar a congelação intra-operatória, especialmente para avaliar comprometimento de ducto principal. Ainda há dúvidas quanto a ressecção ampliada caso haja displasia de alto grau na margem cirúrgica, mas há consenso que displasia de baixo grau na margem cirúrgica não deve indicar ampliação da ressecção.</p>



<p>A pancreatectomia total profilática não é indicada, e o pâncreas residual deverá permanecer em vigilância.</p>



<p><strong>7) Vigilância de IPMNs não operados: </strong>no Guideline de Kyoto, houve uma mudança no seguimento dos IPMNs não operados, de acordo com o risco de malignização. (Se quiser conferir as recomendações dos critérios de Fukuoka clique nesse link: <strong><a href="https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/pancreas/neoplasias-papiliferas-intraductais-produtoras-de-mucina-ipmn/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">IPMN</a></strong>.) </p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes has-normal-font-size"><div class="pcrstb-wrap"><table class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background"><tbody><tr><td><strong>Tamanho do IPMN</strong></td><td class="has-text-align-left" data-align="left">                                 <strong>Vigilância</strong></td></tr><tr><td><br>&lt; 20mm</td><td class="has-text-align-left" data-align="left"><br>Primeiro exame em 6 meses, após a cada 18 meses, se estável</td></tr><tr><td><br>20 mm &lt; IPMN &lt; 30 mm</td><td class="has-text-align-left" data-align="left"><br>6/6meses por 1 ano, e após 1 exame a cada 12 meses, se estável</td></tr><tr><td><br>&gt; 30mm</td><td class="has-text-align-left" data-align="left"><br>A cada 6 meses</td></tr></tbody></table></div></figure>



<p><strong>8) Quando suspender a vigilância:</strong> esse tópico é, talvez, a maior fonte de debates entre pancreatologistas. Há muita dúvida quanto à segurança de se parar a vigilâncias dos IPMNs de ductos secundários. Desde 2015, no Guideline da American Gastroenterological Association (AGA), quando foi proposto que lesões estáveis em tamanho e mantendo-se sem estigmas de alto risco por mais de 5 anos, poderiam não ser mais vigiadas. Esta recomendação foi alvo de críticas de muitos autores, pois não havia discriminação quanto ao tamanho ou características da lesão.</p>



<p>Em 2023, houve um estudo retrospectivo italiano (publicado na Gastroenterology), que concluiu que cistos &lt; 30mm em pacientes com mais de 75 anos que permanecessem estáveis, e cistos &lt; 15 mm (estáveis) em pacientes com 65 anos ou mais poderiam não ser vigiados com segurança.</p>



<p>No nosso Guideline de Kyoto a recomendação de parar a vigilância é um pouco genérica, colocada como cistos &lt; 20 mm, sem nenhum sinal de alto risco ou nenhum sinal preocupante, que permaneceu em vigilância por pelo menos 5 anos. Também é recomendado que a vigilância cesse se o paciente não for elegível para um procedimento cirúrgico ou se tiver expectativa de vida &lt; 10 anos.</p>



<p><strong>9) PDAC (adenocarcinoma ductal pancreático) concomitante: </strong>além da própria progressão do IPMN para displasias de alto grau e carcinoma invasivo, há o risco de adenocarcinoma ductal concomitante em pacientes com IPMN. O risco de PDAC parece ser 3-5x maior em pacientes com IPMN do que em pacientes controle (estudos em pacientes japoneses, não ainda replicados em países ocidentais). Curiosamente, o risco parece ser maior em pacientes com IPMNs pequenos, e esse risco permanece mesmo após os 5 anos de vigilância. Esse pode ser um dos argumentos para que não se suspenda a vigilância nos IPMNs.</p>



<p><strong>10) Vigilância de IPMNs não ressecados:</strong> a prevalência de IPMNs multifocais giram em torno de 20-40% dos casos. A presença de múltiplos IPMNs não aumenta o risco de displasia de alto grau ou carcinoma <em>in situ</em>. A vigilância se baseia no IPMN de maior risco, e a ressecção (se indicada) deve ser apenas da lesão considerada de alto risco.</p>



<p><strong>11) Vigilância do pâncreas remanescente após ressecção por IPMN:</strong> o pâncreas remanescente deverá permanecer em vigilância após a pancreatectomia parcial por IPMN. O risco cumulativo de novas lesões significativas em 5 anos é de 10%. O risco de lesões invasivas é de 4%, e os fatores de risco para tais lesões são displasia de alto grau na peça ressecada e histórico familiar de PDAC. Mesmo os IPMNs de baixo grau devem ser vigiados pelo risco de progressão das lesões císticas.</p>



<p>Com isso encerramos os principais tópicos do Guideline de Kyoto, que em alguns aspectos difere dos guidelines anteriores. A verdade é que quando o assunto é IPMN (principalmente dos de ducto secundário) ainda há muita dúvida no entendimento e condução dos casos. Seguimos estudando.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Conheça nosso curso <strong><a href="https://gastropedia.pub/pt/cursos/gastroenterologia-do-consultorio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Gastroenterologia do Consultório</a></strong> e saiba como lidar com as queixas mais comuns que encontramos no dia a dia</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Ohtsuka, T et al. International evidence-based Kyoto guidelines for the management of intraductal papillary mucinous neoplasm of the pancreas. Pancreatology, 2023. <a href="https://doi.org/10.1016/j.pan.2023.12.009">https://doi.org/10.1016/j.pan.2023.12.009</a></li>



<li>Tanaka, M et al. Revisions of international consensus Fukuoka guidelines for the management of IPMN of the pâncreas. Pancreatology, 2017. http://dx.doi.org/10.1016/j.pan.2017.07.007</li>



<li>Vege, SS et al. American Gastroenterological Association Institute Guideline on the Diagnosis and Management of Asymptomatic Neoplastic Pancreatic Cysts. Gastroenterology 2015;148:819–822.</li>



<li>Marchegiani, G et al. Surveillance for Presumed BD-IPMN of the Pancreas: Stability, Size, and Age Identify Targets for Discontinuation. Gastroenterology 2023;165:1016–1024</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-citar-este-artigo"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Marzinotto M. Guideline de Kyoto &#8211; atualizações na abordagem dos IPMNs &#8211; Parte II Gastropedia 2024, vol 2. Disponível em: <a href="https://gastropedia.pub/pt/?p=8468" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://gastropedia.pub/pt/sem-categoria/guideline-de-kyoto-atualizacoes-na-abordagem-dos-ipmns-parte-ii</a></p>
<p>O post <a href="https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/guideline-de-kyoto-atualizacoes-na-abordagem-dos-ipmns-parte-ii/">Guideline de Kyoto &#8211; atualizações na abordagem dos IPMNs &#8211; Parte II</a> apareceu primeiro em <a href="https://gastropedia.pub/pt">Gastropedia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/guideline-de-kyoto-atualizacoes-na-abordagem-dos-ipmns-parte-ii/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
