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	<title>Arquivos eosinofílica - Gastropedia</title>
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	<description>Atualização médica de forma descomplicada para profissionais que trabalham com saúde do aparelho digestivo.</description>
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	<title>Arquivos eosinofílica - Gastropedia</title>
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		<title>Terapia biológica em esofagite eosinofílica: onde estamos?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael Bandeira Lages]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Feb 2023 09:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Esôfago]]></category>
		<category><![CDATA[Gastroenterologia]]></category>
		<category><![CDATA[eosinofílica]]></category>
		<category><![CDATA[esofagite eosinofílica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A esofagite eosinofílica (EEo) é uma doença inflamatória imunomediada crônica do esôfago, cuja prevalência tem aumentado rapidamente, atingindo atualmente 1 em 3.000 pessoas nos países ocidentais. Caso não seja tratada&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A <strong>esofagite eosinofílica (EEo)</strong> é uma doença inflamatória imunomediada <strong>crônica</strong> do esôfago, cuja <strong>prevalência tem aumentado</strong> rapidamente, atingindo atualmente 1 em 3.000 pessoas nos países ocidentais. <strong>Caso não seja tratada adequadamente</strong>, a remodelação progressiva do tecido leva a uma <strong>progressão para doença fibroestenótica</strong>.&nbsp;</p>



<p>Os tratamentos atuais de primeira linha (Figura 1) incluem o uso <em>off-label</em> de inibidores da bomba de prótons (IBPs), corticosteroides tópicos reaproveitados de formulações para asma, dietas de eliminação e dilatação esofágica. </p>



<p>Embora sejam modalidades eficazes para o tratamento da EEo, cada um tem eficácia variável e limitações conhecidas, tais como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>IBP</strong>: <strong>Resposta histológica estimada em 50.5%</strong> (intervalo de confiança de 95%: 42.2 a 58.7%). Dados são limitados, mas mostram que adultos persistem em remissão após 1 anos de seguimento;</li>



<li><strong>Corticóides tópicos</strong>: Até o momento, exigem o uso <em>off-label</em> de preparações para asma, tais com engolir propionato de fluticasona de um inalador dosimetrado ou criar uma pasta viscosa com budesonida aquosa e um espessante, como sucralose ou mel. 
<ul class="wp-block-list">
<li><strong>A remissão clínico-histológica é observada em até 68% dos pacientes</strong>. Deve-se orientar os pacientes para evitar refeições por 30 a 60 minutos após uso da medicação e sobre o risco de candidíase esofágica em até 10 a 20%. </li>



<li><strong>Várias novas formulações</strong> de corticosteróides que melhoram a ação tópica no esôfago e minimizam o importuno de criar sua própria pasta <strong>estão atualmente sob investigação</strong>. O <strong>comprimido orodispersível de budesonida</strong>, por exemplo, mostrou resultados interessantes (remissão clínico-histológica de 57.6% em 6 semanas e 84.7% em 12 semanas) e <strong>foi aprovado para uso na Europa.</strong></li>
</ul>
</li>



<li><strong>Dieta:</strong> 
<ul class="wp-block-list">
<li>A <strong>dieta elementar</strong> consiste na ingesta exclusiva de fórmulas com aminoácidos livres e tem <strong>resposta </strong>histológica de até <strong>91%</strong>, mas é algo <strong>pouco aplicável na rotina</strong>. </li>



<li>Por sua vez, a dieta de eliminação de 6 alimentos (<strong><em>6-food elimination diet</em></strong>) é a mais clássica e consiste em retirar os gatilhos mais comuns (laticínios, trigo, ovos, soja, amendoim e nozes, peixes e mariscos) por 6 semanas. A partir de então, realiza-se nova endoscopia com reintrodução sistemática de cada um dos grupos por 6 semanas e nova endoscopia, na tentativa de identificar o alimento associado. 
<ul class="wp-block-list">
<li>Apesar de <strong>complexa</strong>, estudos demonstram <strong>remissão histológica em até 70%</strong> dos pacientes, com remissão a longo prazo caso mantenha a restrição de forma adequada. </li>
</ul>
</li>



<li>Na tentativa de evitar tantas endoscopias e restrições, há variações desta dieta: <em>4-food elimination diet</em> (laticínios, trigo, ovos e soja) e <em>2-food elimination diet</em> (lacticínios e trigo), com taxa de remissão clínico-histológica de 54 e 43%, respectivamente.</li>
</ul>
</li>
</ul>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/02/eoe.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="544" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/02/eoe-1024x544.png" alt="" class="wp-image-4843" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/02/eoe-1024x544.png 1024w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/02/eoe-300x159.png 300w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/02/eoe-768x408.png 768w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/02/eoe-1536x816.png 1536w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/02/eoe-2048x1088.png 2048w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/02/eoe-1920x1020.png 1920w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/02/eoe-1170x621.png 1170w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2023/02/eoe-585x311.png 585w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><strong>Figura 1: Fluxograma de opções para tratamento de esofagite eosinofílica. No contexto apropriado, dilatação endoscópica também pode ser necessária. Adaptado de Beveridge &amp; Falk (2020)[1]</strong></figcaption></figure>
</div>


<p>No dia a dia, nos deparamos com alguns casos em que há maior <strong>dificuldade de tratamento</strong> com estas terapias clássicas e, portanto, <strong>biológicos têm sido usados no contexto de ensaios clínicos</strong>. Em 2022,<strong> o dupilumabe</strong> tornou-se a primeira (e atualmente única) terapia biológica <strong>aprovada para EEo pelo FDA</strong> (<em>Food and Drug Administration</em>) nos Estados Unidos. Vários outros agentes biológicos estão sendo investigados ativamente para este fim.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center has-background" style="background-color:#d2dbdd"><a href="https://clinicaltrials.gov/ct2/results?cond=Esophagitis%2C+Eosinophilic&amp;recrs=b&amp;recrs=a&amp;recrs=d&amp;age_v=&amp;gndr=&amp;type=Intr&amp;rslt=&amp;Search=Apply" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Clicando aqui</a>, você consegue checar a <strong>lista atualizada de ensaios clínicos em andamento para EEo.</strong></p>



<p></p>



<p>Para entender os <strong>potenciais alvos</strong> para tratamento da terapia biológica, devemos lembrar que a EEo se caracteriza por resposta imunológica do tipo 2 (<strong>Th2</strong>), envolvendo células T, eosinófilos, mastócitos e as citocinas <strong>interleucina-4, interleucina-5, interleucina-13 e linfopoietina estromal tímica (TSLP)</strong>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-os-principais-biologicos-atualmente-em-estudo-na-eeo-sao"><strong>Os principais biológicos atualmente em estudo na EEo são:</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Dupilumabe:</strong> anticorpo monoclonal que tem como alvo a cadeia de interleucina (IL)-4Rα, interferindo assim na ligação de <strong>IL-4 e IL-13</strong> com o receptor. Foi <strong>aprovado pelo FDA</strong> <strong>como tratamento para EEo</strong> em maio de 2022. É aprovado pela ANVISA para tratamento de dermatite atópica moderada a grave, asma eosinofílica grave e rinossinusite crônica com pólipos nasais (ATUALIZAÇÃO MAIO/2023: ANVISA aprovou em Abril/2023 o uso de dupilumabe para o tratamento de esofagite eosinofílica em pacientes a partir de 12 anos de idade e com peso corporal igual ou superior a 40 kg &#8211; <a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/dupixent-dupilumabe-nova-indicacao-4">https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/dupixent-dupilumabe-nova-indicacao-4</a> ). Estudo de fase 3 publicado recentemente no <em>New England Journal of Medicine</em> incluiu pacientes refratários a altas doses de IBP e identificou que uma <strong>dose semanal subcutânea de dupilumabe 300 mg</strong> resultou em melhora clínica e <strong>60% de resposta histológica </strong>nas semanas 24 e 52. Embora muitos estudos tenham mostrado melhora endoscópica e histológica, o dupilumabe é o único cujo estudo randomizado duplo-cego mostrou melhora significativa de sintomas até o momento. Os efeitos adversos mais comuns foram reações no local da injeção (até 20%), nasofaringite (até 12%) e cefaleia (até 8%).</li>



<li>Benralizumabe: Bloqueio do receptor para IL-5. Estudo de fase 3 em andamento.</li>



<li>Reslizumabe e Mepolizumabe: Ligam-se à IL-5, evitando a ativação do receptor de IL-5. Ensaios clínicos até demonstraram melhora de eosinofilia esofágica, mas não houve benefícios clínicos significativos.</li>



<li>Omalizumabe: Anti-IgE, utilizado em asma alérgica e urticária espontânea crônica. Ensaios clínicos demonstraram pouca resposta clínica e histológica, que a inflamação na EEo não é mediada por IgE. Não é promissora.</li>



<li>Cendakimabe (RPC4046 ou CC-93538): Bloqueio do receptor para IL-13. Estudo de fase 3 em andamento.</li>



<li>Lirentelimabe (Antolimabe ou AK002): Anticorpo contra a lectina 8 semelhante a imunoglobulina ligadora de ácido siálico (Siglec-8). Siglec-8 é um receptor de superfície encontrado em eosinófilos e mastócitos humanos. A ligação de um anticorpo neste receptor induz apoptose de eosinófilos ativados e inibe ativação mastocitária. Estudo de fase 2/3 em andamento.</li>



<li>Tezepelumabe: Bloqueia a TSLP. Foi aprovado em 2022 pela ANVISA para tratamento de asma grave. Estudo de fase 3 em andamento</li>
</ul>



<p>Os resultados decepcionantes em termos de resposta clínica até o momento podem ser consequência da complexa fisiopatologia da EEo, que envolve múltiplas vias de sinalização. ​​A perpetuação da resposta inflamatória e da patogênese dos sintomas é determinada por múltiplas células imunes e citocinas, de modo que mesmo quando uma citocina e uma via são interrompidas, vias alternativas e mecanismos compensatórios podem existir para continuar a propagar a inflamação.</p>



<p>Além disso, embora vários estudos demonstrem redução do número de eosinófilos no tecido esofágico, a falta de efeito sobre os sintomas clínicos sugere que os eosinófilos não são os únicos responsáveis ​​pelos sintomas de EEo. Acredita-se que as alterações na remodelação tecidual (como estenose e dismotilidade) sejam as principais responsáveis ​​pelos sintomas graves. A duração do tratamento na maioria dos ensaios de EoE é curta e pode não ser suficiente para reverter estas alterações crônicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-conclusao"><strong>Conclusão</strong></h2>



<p>Ainda há muito o que avançar na terapia biológica em EEo. Devemos sempre questionar também se a EEo, uma doença localizada no esôfago, realmente se beneficiaria de drogas de ação sistêmica. Além disso, é necessário que posicionemos adequadamente estas novas terapias que estão surgindo e surgirão em algoritmos de tratamento para definirmos não apenas o que podemos usar, mas também quando é o melhor momento para utilizá-las.</p>



<details class="wp-block-details is-layout-flow wp-block-details-is-layout-flow"><summary>Saiba mais sobre esofagite eosinofílica na nossa live sobre o assunto. Link para post com os slides</summary>
<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-gastropedia wp-block-embed-gastropedia"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="MQJFvm9N0Z"><a href="https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/esofago/live-esofagite-eosinofilica/">Live Esofagite Eosinofílica</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="&#8220;Live Esofagite Eosinofílica&#8221; &#8212; Gastropedia" src="https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/esofago/live-esofagite-eosinofilica/embed/#?secret=HFCFkg2LKE#?secret=MQJFvm9N0Z" data-secret="MQJFvm9N0Z" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
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<details class="wp-block-details is-layout-flow wp-block-details-is-layout-flow"><summary>Live Completa sobre Eosfagite Eosinofílica<br>https://gastropedia.pub/pt/live/esoofagite-eosinofilica-tudo-o-que-voce-queria-saber/</summary>
<p></p>
</details>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencia"><strong>Referência </strong></h2>



<p>[1] Beveridge C, Falk GW. Novel Therapeutic Approaches to Eosinophilic Esophagitis. Gastroenterol Hepatol 2020;16:294–301.</p>



<p>[2] Nhu QM, Aceves SS. Current state of biologics in treating eosinophilic esophagitis. Ann Allergy, Asthma Immunol 2023;130:15–20. doi:10.1016/j.anai.2022.10.004.</p>



<p>[3] Zhang S, Assa’ad AH. Biologics in eosinophilic esophagitis. Curr Opin Allergy Clin Immunol 2021;21:292–6. doi:10.1097/ACI.0000000000000741.</p>



<p>[4] Straumann A. Biologics in Eosinophilic Esophagitis — Ready for Prime Time? N Engl J Med 2022;387:2379–80. doi:10.1056/NEJMe2213030.</p>



<p>[5] Dellon ES, Rothenberg ME, Collins MH, Hirano I, Chehade M, Bredenoord AJ, et al. Dupilumab in Adults and Adolescents with Eosinophilic Esophagitis. N Engl J Med 2022;387:2317–30. doi:10.1056/NEJMoa2205982.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-citar-este-arquivo"><strong>Como citar este arquivo</strong></h2>



<p class="has-background" style="background-color:#d2dbdd">Lages RB.  Terapia biológica em esofagite eosinofílica: onde estamos? Gastropedia; vol. 1, 2023. Disponível em: <a href="https://gastropedia.pub/pt/?p=4637" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://gastropedia.pub/pt/sem-categoria/terapia-biologica-em-esofagite-eosinofilica-onde-estamos/</a></p>
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