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	<title>Arquivos CISTOADENOMA - Gastropedia</title>
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	<description>Atualização médica de forma descomplicada para profissionais que trabalham com saúde do aparelho digestivo.</description>
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	<title>Arquivos CISTOADENOMA - Gastropedia</title>
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		<title>Cistoadenoma Mucinoso (MCN)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maira Marzinotto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Dec 2022 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gastroenterologia]]></category>
		<category><![CDATA[Pâncreas]]></category>
		<category><![CDATA[CISTOADENOMA]]></category>
		<category><![CDATA[CISTOADENOMA MUCINOSO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cistoadenoma mucinoso (MCN) é uma lesão cística, produtora de mucina, quase que exclusivamente encontrada em mulheres, em uma proporção de 20:1. O pico de incidência é na 5a década&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O cistoadenoma mucinoso (MCN) é uma lesão cística, produtora de mucina, quase que exclusivamente encontrada em mulheres, em uma proporção de 20:1. O pico de incidência é na 5a década de vida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cisto tem localização preferencial no corpo e cauda de pâncreas. A principal característica, além do conteúdo espesso, rico em mucina, é o estroma ovariano encontrado na lesão, com receptores para estrogênios e progestágenos. Na presença de hormônios femininos, a lesão tende a crescer em tamanho. Além disso, é uma lesão que não tem comunicação com o ducto pancreático, as diferenciando dos IPMNs.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O epitélio do cisto é composto por células colunares, produtoras de mucina. Há um risco de transformação maligna que varia nos estudos de 0-34%, entretanto ainda não existem marcadores fiéis que predizem o risco da lesão malignizar. O que existe são características de imagem que podem sinalizar transformação maligna:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>lesões &gt; 3 cm</li>



<li>presença de nódulos murais</li>



<li>dilatação do ducto pancreático principal (&gt; 6mm)</li>



<li>calcificações periféricas</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Diagnóstico</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico dos MCN pode ser dado com um bom exame de imagem, como uma tomografia ou ressonância magnética. Entretanto, caso haja dúvida diagnóstica, há a possibilidade da punção por agulha fina (PAAF) via Ecoendoscopia. Nesse caso é importante solicitar marcadores bioquímicos como: <strong>amilase</strong> (tende a ser baixa), <strong>CEA</strong> (nas lesões mucinosas o CEA é geralmente &gt; 190 ng/ml, com uma acurácia de 79%) e a <strong>glicose</strong> (geralmente baixa em cistos mucinosos &lt; 66 mg/dl). Quando combinados, a dosagem de CEA e glicose intracisto tem uma acurácia de 93% para diagnóstico de&nbsp; lesões mucinosas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na dúvida de transformação maligna, solicita-se a citologia do cisto, muito embora a sensibilidade seja baixa para avaliação de displasia (cerca de 58%), embora a especificidade seja de 96%.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2022/11/image.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="555" height="278" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2022/11/image.png" alt="" class="wp-image-3167" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2022/11/image.png 555w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2022/11/image-300x150.png 300w" sizes="(max-width: 555px) 100vw, 555px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Figuras 1 e 2: cistoadenoma mucinoso de cauda pancreática. Fonte: arquivo pessoal</em></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tratamento</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os MCN que não tiverem estigmas de alto risco para malignização pode ser seguidos com exames de imagem (no primeiro ano, um exame a cada 6 meses, e após esse período, um exame anual), muito embora não haja como excluir a possibilidade de neoplasia sem a ressecção cirúrgica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao optar por realizar o seguimento com imagens, podemos atrasar o tratamento de&nbsp; uma lesão ressecável. Portanto, essa decisão deve levar em consideração o risco do paciente evoluir com malignidade pancreática, assim como sua idade, expectativa de vida e outros fatores de risco, como obesidade e tabagismo. Além disso, um outro sinal de alarme é o diabetes de início recente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como os MCN são lesões que acometem corpo e cauda de pâncreas (preferencialmente) a ressecção dessa porção pancreática tende a ser menos mórbida ao paciente. Além disso, é possível realizar a enucleação da lesão, sem obrigatoriedade&nbsp; de pancreatectomia necessariamente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda como alternativas terapêuticas temos a ablação da lesão com etanol ou paclitaxel, ou ainda a ablação por radiofrequência. Esses procedimentos, entretanto, tem muitos efeitos adversos, e são propostos para pacientes não candidatos a cirurgia. Mais estudos são necessários para indicação da ablação como procedimento de rotina.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Prognóstico</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O prognóstico do paciente que teve o MCN ressecado antes da transformação maligna é muito bom, com sobrevida em torno de 100% de em 5 anos. Já os pacientes operados com MCN invasivos, têm cerca de 60% de sobrevida em 5 anos. As lesões &lt; 4 cm sem estigmas de alto risco, tem taxas de malignização de &lt; 0,05%</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<pre class="wp-block-verse">Veja também nosso artigo sobre Cistoadenoma Seroso de Pâncreas clicando <a href="https://gastropedia/gastroenterologia/pancreas/cistoadenoma-seroso-de-pancreas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">nesse link</a></pre>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Bibliografia</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Lopes CV. Cyst fluid glucose: An alternative to carcinoembryonic antigen for &nbsp;pancreatic mucinous cysts. World J Gastroenterol 2019 May 21; 25(19): 2271-2278</li>



<li>Nilsson, LN et al. Nature and management of pancreatic mucinous cystic neoplasm (MCN): A systematic review of the literature. Pancreatology 2016. 1-9.&nbsp;</li>



<li>Elta, GH et al. ACG Clinical Guideline: Diagnosis and Management of Pancreatic Cysts. Am J Gastroenterol 2018; 113:464–4</li>



<li>The European Study Group on Cystic Tumours of the Pancreas. European evidence-based guidelines on pancreatic cystic neoplasms. Gut 2018;67:789–804</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este arquivo</strong></h2>



<p class="has-background wp-block-paragraph" style="background-color:#abb7c282"><em>Marzinotto M., CISTOADENOMA MUCINOSO (MCN). Gastropedia, 2022. Dísponivel em:</em> <a href="https://gastropedia.pub/pt/?p=3166" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://gastropedia/gastroenterologia/pancreas/cistoadenoma-mucinoso-mcn</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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