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	<title>Joel Fernandez de Oliveira, Autor em Gastropedia</title>
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	<description>Atualização médica de forma descomplicada para profissionais que trabalham com saúde do aparelho digestivo.</description>
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	<title>Joel Fernandez de Oliveira, Autor em Gastropedia</title>
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		<title>Exercício estruturado pós quimioterapia adjuvante no câncer de cólon: um novo aliado na sobrevivência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joel Fernandez de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jul 2025 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Colorretal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A sobrevida no câncer de cólon tem avançado com a consolidação de protocolos cirúrgicos e esquemas como FOLFOX e CAPOX. No entanto, ainda observamos recorrência em até 40% dos casos&#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A <strong>sobrevida no câncer de cólon tem avançado</strong> com a consolidação de protocolos cirúrgicos e esquemas como FOLFOX e CAPOX. No entanto, ainda observamos recorrência em até 40% dos casos nos estádios mais avançados, o que nos força a refletir sobre estratégias complementares para melhorar esses desfechos. É nesse contexto que se insere o <strong>estudo CHALLENGE</strong>, publicado recentemente no <em>The New England Journal of Medicine</em>, que avaliou o <strong>impacto do exercício estruturado após a quimioterapia adjuvante</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-metodologia"><br><strong>Metodologia</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo multicêntrico randomizado incluiu 889 pacientes com adenocarcinoma de cólon ressecado (estádios III ou II de alto risco), que haviam completado a quimioterapia entre 2 e 6 meses antes. Eles foram alocados em dois grupos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Grupo exercício estruturado</strong>: Programa supervisionado com acompanhamento por 3 anos.</li>



<li><strong>Grupo controle</strong>: Recebeu apenas material educativo sobre saúde e atividade física.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>desfecho primário foi a sobrevida livre de doença</strong>, e os principais secundários incluíram sobrevida global e medidas de capacidade física.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-resultados-principais"><br><strong>Resultados principais</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Sobrevida livre de doença (SLD):</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>SLD em 5 anos: <strong>80,3% no grupo exercício vs. 73,9% no grupo controle</strong>.</li>



<li>Taxa de risco (hazard ratio) para recidiva, novo câncer ou morte: 0,72 (p = 0,02).</li>
</ul>
</li>



<li><strong>Sobrevida global em 8 anos:</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>SG: 90,3% (exercício) vs. 83,2% (controle).</li>



<li>Taxa de risco (hazard ratio) para óbito: 0,63 (p &lt; 0,05).</li>
</ul>
</li>



<li><strong>Melhoras funcionais</strong>: O grupo do exercício apresentou ganho sustentado em VO₂ estimado, distância no teste de caminhada de 6 minutos e escore de qualidade de vida relacionada à saúde (SF-36).</li>



<li><strong>Segurança</strong>: Eventos musculoesqueléticos foram mais frequentes no grupo exercício (18,5% vs. 11,5%), mas poucos foram graves ou atribuídos diretamente ao protocolo.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-interpretacao-e-implicacoes-clinicas"><br><strong>Interpretação e implicações clínicas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados apontam para uma <strong>redução absoluta de 6,4% em recidiva ou morte em 5 anos e de 7,1% na mortalidade em 8 anos</strong>, números que se equiparam ao benefício de muitas drogas adjuvantes. Importante destacar que o programa proposto não exigia intervenções de alta intensidade: <strong>caminhadas rápidas ou exercícios aeróbicos moderados</strong> somando 10 METs/semana <strong>já foram suficientes</strong> para obter o efeito observado. <strong>Isto equivale a adicionar cerca de 45 a 60 minutos de caminhada rápida ou 25 a 30 minutos de corrida, 3 a 4 vezes por semana</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse programa de exercícios não reduziu o peso corporal nem a circunferência abdominal, o que sugere que a perda de peso é uma explicação improvável para os efeitos observados dos exercícios nos resultados do câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista fisiopatológico, a atividade física pode reduzir micrometástases, modular o eixo insulina/IGF-1, melhorar a imunovigilância e reduzir inflamação sistêmica, mecanismos plausíveis para os benefícios identificados.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-limitacoes-do-estudo"><br><strong>Limitações do estudo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da robustez metodológica, o estudo apresenta algumas limitações importantes. A inclusão foi lenta e se estendeu por 15 anos, refletindo um potencial viés temporal. Além disso, a taxa de eventos foi menor do que o esperado, o que reduziu o poder estatístico para alguns desfechos. A seleção de pacientes com melhor performance status e a exclusão dos casos com recidiva precoce podem ter contribuído para resultados mais favoráveis do que aqueles observados na prática real. Outro ponto a considerar é que os pacientes do grupo intervenção tiveram mais contato com profissionais de saúde, o que pode ter influenciado positivamente sua adesão e desfechos, ainda que ensaios anteriores não tenham demonstrado impacto semelhante com suporte psicoeducacional isolado.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-conclusao"><br><strong>Conclusão</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora os sistemas de saúde ainda negligenciem a prescrição formal de exercício físico, este estudo reforça a urgência de integrarmos programas supervisionados como parte do seguimento oncológico. <strong>Não basta recomendar &#8220;atividade física&#8221; de forma genérica, precisamos sistematizar, prescrever e acompanhar</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se prescrevemos drogas com resultados clínicos semelhante a estes encontrados, por que não faríamos o mesmo com exercícios?</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencia"><br><strong>Referência:</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Courneya KS, Vardy JL, O&#8217;Callaghan CJ, et al; CHALLENGE Investigators. Structured Exercise after Adjuvant Chemotherapy for Colon Cancer. N Engl J Med. 2025 Jul 3;393(1):13-25. doi: 10.1056/NEJMoa2502760. Epub 2025 Jun 1. PMID: 40450658.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-citar-este-artigo"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Oliveira JF. Exercício estruturado pós quimioterapia adjuvante no câncer de cólon: um novo aliado na sobrevivência Gastropedia 2025 Vol. II. Disponível em: <a href="https://gastropedia.pub/pt/?p=10112" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://gastropedia.pub/pt/cirurgia/colorretal/exercicio-estruturado-pos-quimioterapia-adjuvante-no-cancer-de-colon-um-novo-aliado-na-sobrevivencia/</a></p>
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		<title>A cirurgia bariátrica pode aumentar o risco de câncer?</title>
		<link>https://gastropedia.pub/pt/cirurgia/a-cirurgia-bariatrica-pode-aumentar-o-risco-de-cancer/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Joel Fernandez de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Nov 2024 09:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A obesidade tem uma associação bem documentada com o desenvolvimento de vários tipos de câncer. Diversos mecanismos fisiopatológicos explicam essa relação. Indivíduos obesos têm um aumento de produção nos adipócitos&#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A obesidade tem uma associação bem documentada com o desenvolvimento de vários tipos de câncer. Diversos mecanismos fisiopatológicos explicam essa relação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Indivíduos obesos têm um aumento de produção nos adipócitos de algumas citocinas inflamatórias (TNF-α, IL-6 e PAI-1) que promovem a angiogênese, além de alguns hormônios que estimulam a reprodução celular, o que favorece um ambiente propício ao desenvolvimento e à progressão do câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a resistência à insulina, comum em pessoas com obesidade, aumenta os níveis de insulina e do fator de crescimento derivado da insulina, promovendo o crescimento celular e inibindo a apoptose, ambos elementos importantes para o surgimento do câncer.<sup>1</sup></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-cancer-hormonio-dependente"><br><strong>Câncer hormônio dependente</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A cirurgia bariátrica consiste no tratamento mais eficaz e duradouro para o tratamento da obesidade. Entre todos os cânceres, os de mama, endométrio e ovário demonstraram ter as associações mais fortes ao avaliar o impacto da cirurgia bariátrica na diminuição de suas incidências, isto ocorre especialmente pois na fase pós menopausa ocorre uma persistente produção de estrogênio extragonadal no tecido adiposo.<sup>2,3,4</sup></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-neoplasia-de-esofago"><br><strong>Neoplasia de esôfago</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Há preocupações de que uma cirurgia bariátrica, especialmente uma gastrectomia vertical, possa aumentar o risco de câncer de esôfago e estômago devido ao refluxo gastroesofágico, que pode ser agravado pela alteração anatômica. Esse refluxo constante poderia levar à metaplasia (Barrett), condição que predispõe ao câncer de esôfago. <a href="https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/estomago/doenca-do-refluxo-gastroesofagico-no-paciente-com-obesidade/">Leia mais sobre DRGE e cirurgia bariátrica nesse post.</a> </p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, estudos recentes mostram resultados variados: alguns indicam que, apesar do aumento dos sintomas de refluxo, a gastrectomia vertical não aumenta a esofagite de refluxo e inclusive diminui a taxa de esôfago de Barret comparado com o bypass.<sup>5</sup> Lazzati et al analisou 1 140 347 pacientes com obesidade na França e reportou uma taxa mais baixa de neoplasia de esôfago naqueles submetidos a cirurgia bariátrica (0.5%) comparado com os não submetidos (1.0%, <em>P </em>&lt; .001), inclusive com incidências similares entre os submetidos a bypass comparado com os submetidos a gastrectomia vertical.<sup>6</sup></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-neoplasia-de-pancreas-e-figado"><br><strong>Neoplasia de pâncreas e fígado</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O risco de câncer de pâncreas está fortemente associado à obesidade, devido ao estado de resistência à insulina ocorre um aumento de sua produção. Esse estímulo pancreático em excesso, leva a ativação de células estreladas pancreáticas causando fibrose e formação de tecido conjuntivo, condições propícias para formação de neoplasia. Apesar dos resultados limitados tendo em vista a incidência mais taxa dessa neoplasia, uma metanálise recente demonstrou diminuição significante desse risco após a cirurgia bariátrica comparado com pacientes obesos não operados (OR= 0.76, IC 95% 0.64-0.90).<sup>7</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Já é bem estabelecido que a obesidade leva a esteatose hepática e esteato-hepatite não alcoólica (NASH), condição para cirrose e potencialmente neoplasia hepática. A cirurgia bariátrica junto com a perda de peso já demonstrou ter melhorado, e em alguns casos completamente revertido essa condição predisponente.<sup>8</sup></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-neoplasia-de-colon"><br><strong>Neoplasia de cólon</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A relação entre a cirurgia bariátrica e o câncer de cólon é complexa e, diferentemente de outros tipos de câncer que apresentam redução de risco com a cirurgia, o câncer colorretal pode, em alguns casos, ter sua incidência aumentada após o procedimento. Esse efeito contraditório sugere que, embora a redução de peso e a melhoria do perfil metabólico trazidas pela cirurgia bariátrica sejam vantajosas para a maioria das condições de saúde, o impacto específico no cólon deve ser avaliado com cuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos indicam que alterações na microbiota intestinal e alterações no ambiente do trato gastrointestinal após uma cirurgia bariátrica podem influenciar o risco de câncer de cólon. Esses procedimentos, especialmente o bypass gástrico, causam alterações significativas no trânsito intestinal e na absorção de nutrientes, o que pode afetar a composição microbiana do intestino.<sup>9</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro fator a se considerar é que, após o bypass gástrico, ocorrem mudanças nos níveis de ácidos biliares no intestino, o que pode alterar a sinalização celular no cólon.<sup>9</sup> Um estudo demonstrou que pacientes submetidos ao bypass gástrico exibiram hiperproliferação da mucosa retal.<sup>10</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos populacionais mostram resultados heterogêneos para o risco de câncer de cólon após cirurgia bariátrica. Um estudo realizado na Inglaterra com mais de 8.000 pacientes indicou que indivíduos que realizaram bypass gástrico apresentaram o dobro do risco de desenvolver câncer colorretal em comparação com pacientes obesos que não foram submetidos ao procedimento (0.4% vs 0.2%; odds ratio [OR], 2.43; 95%CI, 1.31-4.55).<sup>11</sup> Na mesma linha, uma coorte sueca com seguimento de mais de 10 anos, mostrou uma taxa de incidência maior de câncer de cólon em pacientes submetidos ao bypass.<sup>12</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma subanálise revelou que o aumento do risco de câncer colorretal após uma cirurgia bariátrica pode variar de acordo com o tipo de procedimento. Numa subanálise desse mesmo estudo britânico demonstrou que apenas o bypass gástrico estava associado ao aumento do risco (OR, 2.63;95%CI, 1.17-5.96), em comparação com a gastrectomia vertical ou a banda gástrica ajustável.<sup>11</sup> Esse dado sugere que o mecanismo específico de alteração do trânsito intestinal e absorção de nutrientes do bypass gástrico possa ser um fator importante​ na fisiopatologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um viés nesse tipo de estudo consiste em que os pacientes que se submetem à cirurgia bariátrica têm melhor acesso a cuidados médicos, incluindo o rastreio oncológico com colonoscopia por exemplo, possibilitando um maior número de diagnósticos desse tipo. Outro viés decorre de pacientes podem ser diagnosticados com câncer no pré-operatório da cirrurgia bariátrica. Tal paciente seria desqualificado de receber cirurgia, mas progrediria para o diagnóstico dentro do grupo não cirúrgico comparativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora as evidências apontem para um possível aumento do risco de câncer de cólon após a cirurgia bariátrica, especialmente o bypass gástrico, ainda são necessárias pesquisas dedicadas para entender completamente essa relação e determinar os fatores de risco específicos. Alguns especialistas recomendam que pacientes bariátricos, especialmente aqueles que realizaram o bypass, sejam submetidos a monitoramento mais intensivo, com exames de colonoscopia mais frequentes do que a população em geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, os benefícios da cirurgia bariátrica para a saúde geral ainda superam os riscos potenciais de câncer colorretal, especialmente considerando as melhorias nos índices de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares que esses pacientes obtêm com uma perda de peso sustentada. Portanto, o monitoramento adicional de câncer colorretal pode ser uma estratégia de mitigação de riscos, sem comprometer a escolha do tipo de cirurgia bariátrica.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Lim PW, Stucky CH, Wasif N, et al. Bariatric Surgery and Longitudinal Cancer Risk: A Review. JAMA Surg. 2024 Mar 1;159(3):331-338. doi: 10.1001/jamasurg.2023.5809. PMID: 38294801.</li>



<li>Feigelson HS, Caan B,Weinmann S, et al. Bariatric surgery is associated with reduced risk of breast cancer in both premenopausal and postmenopausal women. Ann Surg. 2020;272(6): 1053-1059. doi:10.1097/SLA.0000000000003331</li>



<li>Aminian A, Wilson R, Al-Kurd A, et al. Association of bariatric surgery with cancer risk and mortality in adults with obesity. JAMA. 2022;327 (24):2423-2433. doi:10.1001/jama.2022.9009</li>



<li>Ishihara BP, Farah D, Fonseca MCM, Nazario A. The risk of developing breast, ovarian, and endometrial cancer in obese women submitted to bariatric surgery: ameta-analysis. Surg Obes Relat Dis. 2020;16(10):1596-1602. doi:10.1016/j.soard.2020. 06.008</li>



<li>Leslie D, Wise E, Sheka A, et al. Gastroesophageal reflux disease outcomes after vertical sleeve gastrectomy and gastric bypass. Ann Surg. 2021;274(4):646-653. doi:10.1097/SLA. 0000000000005061</li>



<li>Lazzati A, Epaud S, Ortala M, Katsahian S, Lanoy E. Effect of bariatric surgery on cancer risk: results from an emulated target trial using population-based data. <em>Br J Surg</em>. 2022;109(5): 433-438. doi:10.1093/bjs/znac003</li>



<li>Fan H, Mao Q, ZhangW, et al. The impact of bariatric surgery on pancreatic câncer risk: a systematic review and meta-analysis. <em>Obes Surg</em>. 2023;33(6):1889-1899; Epub ahead of print. doi:10.1007/s11695-023-06570-x</li>



<li>Lee Y, Doumouras AG, Yu J, et al. Complete resolution of nonalcoholic fatty liver disease after bariatric surgery: a systematic review and meta-analysis. <em>Clin Gastroenterol Hepatol</em>. 2019;17 (6):1040-1060.e11. doi:10.1016/j.cgh.2018.10.017</li>



<li>Derogar M, Hull MA, Kant P, Östlund M, Lu Y, Lagergren J. Increased risk of colorectal cancer after obesity surgery. Ann Surg. 2013 Dec;258(6):983-8. doi: 10.1097/SLA.0b013e318288463a. PMID: 23470581.</li>



<li>Kant P, Hull MA. Excess body weight and obesity&#8211;the link with gastrointestinal and hepatobiliary cancer. Nat Rev Gastroenterol Hepatol. 2011 Apr;8(4):224-38. doi: 10.1038/nrgastro.2011.23. Epub 2011 Mar 8. PMID: 21386810.</li>



<li>Mackenzie H, Markar SR, Askari A, et al. Obesity surgery and risk of cancer. Br J Surg. 2018; 105(12):1650-1657. doi:10.1002/bjs.10914</li>



<li>Derogar M, Hull MA, Kant P, Östlund M, Lu Y, Lagergren J. Increased risk of colorectal câncer after obesity surgery. Ann Surg. 2013;258(6): 983-988. doi:10.1097/SLA.0b013e318288463a</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-citar-este-artigo"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background wp-block-paragraph">Oliveira JF. A cirurgia bariátrica pode aumentar o risco de câncer? Gastropedia 2024 Vol. II. Disponível em: <a href="https://gastropedia.pub/pt/?p=9450" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://gastropedia.pub/pt/cirurgia/a-cirurgia-bariatrica-pode-aumentar-o-risco-de-cancer/</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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