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	<title>Ivan R B Orso, Autor em Gastropedia</title>
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	<description>Atualização médica de forma descomplicada para profissionais que trabalham com saúde do aparelho digestivo.</description>
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	<title>Ivan R B Orso, Autor em Gastropedia</title>
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	<item>
		<title>Atualização nas Regras de Cirurgia Bariátrica e Metabólica pelo CFM</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan R B Orso&#160;e&#160;Ricardo Cohen]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2025 21:28:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou a Resolução nº 2.429/25, que traz mudanças significativas na realização de cirurgias bariátricas e metabólicas para adultos e adolescentes. Esta norma revisa e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou a Resolução nº 2.429/25, que traz mudanças significativas na realização de cirurgias bariátricas e metabólicas para adultos e adolescentes. Esta norma revisa e unifica as resoluções anteriores, estabelecendo parâmetros claros para o tratamento cirúrgico de obesidade e doenças metabólicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-principais-alteracoes"><strong>Principais Alterações</strong></h2>



<p>Elegibilidade: Pacientes com IMC acima de 40, com ou sem comorbidades, permanecem elegíveis, assim como aqueles com IMC entre 35 e 40 com doenças associadas. Agora, pacientes com IMC entre 30 e 35 podem ser considerados para cirurgia, caso tenham condições como diabetes tipo 2 ou doenças cardiovasculares graves.</p>



<p>Adolescentes: A cirurgia é reconhecida a partir dos 14 anos em casos de obesidade severa com complicações, condicionada à avaliação multidisciplinar e ao consentimento dos responsáveis. Adolescentes de 16 a 18 anos seguem os mesmos critérios dos adultos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-tipos-de-cirurgia"><strong>Tipos de Cirurgia</strong></h2>



<p>Altamente Recomendadas: Bypass gástrico em Y de Roux e gastrectomia vertical (sleeve gástrico) são as mais suportadas pela literatura científica.</p>



<p>Cirurgias Alternativas: com indicação primordial para procedimentos revisionais, também são definidas na norma, sendo elas: duodenal switch com gastrectomia vertical, bypass gástrico com anastomose única, gastrectomia vertical com anastomose duodeno-ileal e gastrectomia vertical com bipartição do trânsito intestinal.</p>



<p>Não Recomendadas: Banda gástrica ajustável e cirurgia de Scopinaro devido a complicações e resultados insatisfatórios.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-consideracoes-para-hospitais"><strong>Considerações para Hospitais</strong></h2>



<p>A cirurgia deve ser realizada em hospitais capacitados para atendimentos de alta complexidade, com UTI disponível. Pacientes com IMC superior a 60 demandam instalações e equipes especializadas devido ao risco aumentado de complicações.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-procedimentos-endoscopicos"><strong>Procedimentos Endoscópicos</strong></h2>



<p>Entre os aprovados estão o balão intragástrico e a gastroplastia endoscópica, esta última recomendada em combinação com tratamento medicamentoso para melhores resultados.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-importancia-da-atualizacao"><strong>Importância da Atualização</strong></h2>



<p>Mesmo não garantindo a cura, a cirurgia bariátrica integra o tratamento multidisciplinar da obesidade e suas comorbidades, destacando a importância da atualização das normas pelo CFM. Somente cirurgiões gerais ou do aparelho digestivo, com especialização em bariátrica, estão aptos a realizar o procedimento.</p>



<p>Esta atualização reforça o compromisso com a segurança e eficácia no tratamento de condições metabólicas e obesidade, alinhando-se às melhores práticas científicas.</p>
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		<title>Qual a diferença entre colangite biliar primária e colangite esclerosante primária?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Martins&#160;e&#160;Ivan R B Orso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 20:45:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fígado]]></category>
		<category><![CDATA[Gastroenterologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A colangite biliar primária (CBP) e a colangite esclerosante primária (CEP) são doenças hepáticas crônicas que afetam os ductos biliares, mas apresentam diferenças significativas em termos de patogênese, apresentação clínica&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A colangite biliar primária (CBP) e a colangite esclerosante primária (CEP) são doenças hepáticas crônicas que afetam os ductos biliares, mas apresentam diferenças significativas em termos de patogênese, apresentação clínica e diagnóstico.</p>



<p>A CBP, anteriormente conhecida como cirrose biliar primária, é uma doença autoimune que afeta principalmente os ductos biliares intra-hepáticos. É mais comum em mulheres e frequentemente se apresenta com fadiga e prurido. O diagnóstico é geralmente confirmado pela presença de anticorpos anti-mitocondriais (AMA) em mais de 95% dos pacientes, juntamente com evidências bioquímicas de colestase, como elevação da fosfatase alcalina.[1][2]</p>



<p>Por outro lado, a CEP é caracterizada por inflamação e fibrose dos ductos biliares intra e extra-hepáticos, levando a estenoses multifocais. A CEP está frequentemente associada a doenças inflamatórias intestinais, especialmente a colite ulcerativa, e não possui um marcador sorológico específico como a CBP. O diagnóstico é geralmente feito por colangiografia por ressonância magnética (MRCP), que revela estenoses e dilatações características dos ductos biliares, conferindo uma aparência &#8220;em contas&#8221;.[3][4][5]</p>



<p>Em termos de complicações, a CEP está associada a um risco aumentado de colangiocarcinoma e outras malignidades, enquanto a CBP pode progredir para cirrose e insuficiência hepática se não tratada.[2][5] O tratamento para CBP inclui o uso de ácido ursodesoxicólico, que pode retardar a progressão da doença, enquanto para CEP, o transplante hepático é a única opção curativa, uma vez que não há tratamentos médicos eficazes disponíveis.[2][4]</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-quais-sao-os-grupos-de-pacientes-mais-afetados-por-essas-condicoes"><br><strong>Quais são os grupos de pacientes mais afetados por essas condições?</strong></h2>



<p>A CBP é uma doença hepática crônica que afeta predominantemente mulheres, com uma proporção de aproximadamente 9:1 em relação aos homens. A maioria dos casos é diagnosticada em mulheres de meia-idade, geralmente entre 40 e 60 anos.[1]</p>



<p>Por outro lado, a CEP é mais comum em homens, com cerca de 60% a 70% dos casos ocorrendo em pacientes do sexo masculino. A idade média de diagnóstico é geralmente entre 30 e 40 anos.[4] A CEP está fortemente associada à doença inflamatória intestinal (DII), especialmente à colite ulcerativa, que está presente em aproximadamente 70% dos pacientes com PSC.[3][6] A prevalência da PSC é maior em populações do norte da Europa e da América do Norte.[6]</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-quais-sao-os-principais-sintomas"><br><strong>Quais são os principais sintomas?</strong></h2>



<p>Na colangite biliar primária (CBP), os principais sintomas relatados pelos pacientes incluem fadiga e prurido. Esses sintomas são frequentemente debilitantes e podem impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes, embora não haja uma boa correlação entre a presença desses sintomas e o estágio da doença.[4]</p>



<p>Por outro lado, na colangite esclerosante primária (CEP), muitos pacientes são assintomáticos no momento do diagnóstico, sendo a condição frequentemente identificada por testes de função hepática anormais persistentes. Quando presentes, os sintomas mais comuns incluem fadiga, prurido e icterícia. Outros sintomas podem incluir desconforto abdominal no quadrante superior direito e perda de peso. A CEP também está associada a doenças inflamatórias intestinais, como a colite ulcerativa, o que pode complicar o quadro clínico com sintomas gastrointestinais adicionais.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-quais-as-opcoes-de-tratamento-disponiveis-para-esses-pacientes"><br><strong>Quais as opções de tratamento disponíveis para esses pacientes?</strong></h2>



<p>Para a colangite biliar primária (CBP), o tratamento de primeira linha é o ácido ursodesoxicólico (UDCA), que melhora os marcadores bioquímicos de colestase e está associado a uma melhor sobrevida livre de transplante hepático.[7][8] No entanto, cerca de um terço dos pacientes não responde adequadamente ao UDCA, necessitando de terapias adicionais. Nesses casos, o ácido obeticólico, um agonista do receptor farnesoide X, pode ser utilizado como terapia de segunda linha.[7][9] Além disso, agonistas do receptor ativado por proliferadores de peroxissoma (PPAR), como o seladelpar, estão sendo investigados e mostram resultados promissores.[9] Fibratos, como bezafibrato e fenofibrato, também são usados off-label para pacientes com resposta inadequada ao UDCA</p>



<p>Para a colangite esclerosante primária (CEP), atualmente não há terapias aprovadas que modifiquem a progressão da doença, além do transplante hepático, que é a única opção curativa.[7][10] O UDCA tem sido utilizado, mas sua eficácia em retardar a progressão da doença ou melhorar a sobrevida não foi comprovada Vários agentes estão em desenvolvimento, incluindo agonistas do receptor farnesoide X, como o ácido obeticólico, cilofexor e tropifexor, além de inibidores de ASTB/IBAP e análogos do fator de crescimento de fibroblastos (FGF)19.[11] A pesquisa continua a explorar novas terapias que possam abordar os mecanismos subjacentes da CEP, incluindo agentes que atuam na microbiota intestinal e nas vias de metabolismo dos ácidos biliares.[11]</p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes has-small-font-size"><div class="pcrstb-wrap"><table class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background has-fixed-layout"><thead><tr><th><strong>Característica</strong></th><th><strong>Colangite Biliar Primária (CBP)</strong></th><th><strong>Colangite Esclerosante Primária (CEP)</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td><br><strong>Nome da Doença</strong></td><td><br>Colangite Biliar Primária (CBP)</td><td><br>Colangite Esclerosante Primária (CEP)</td></tr><tr><td><br><strong>Patogênese</strong></td><td><br>Doença autoimune, destruição progressiva dos ductos biliares intra-hepáticos</td><td><br>Inflamação e fibrose progressiva dos ductos biliares intra e extra-hepáticos</td></tr><tr><td><br><strong>Ductos Acometidos</strong></td><td><br>Ductos biliares intra-hepáticos</td><td><br>Ductos biliares intra e extra-hepáticos</td></tr><tr><td><br><strong>Grupo mais afetado</strong></td><td><br>Mulheres, 40-60 anos</td><td><br>Homens, 30-40 anos</td></tr><tr><td><br><strong>Associação com DII</strong></td><td><br>Não associada</td><td><br>Forte associação com colite ulcerativa</td></tr><tr><td><br><strong>Sintomas Principais</strong></td><td><br>Fadiga, prurido</td><td><br>Assintomática no início, fadiga, prurido, icterícia</td></tr><tr><td><br><strong>Diagnóstico</strong></td><td><br>Anticorpos anti-mitocondriais (AMA) + bioquímica hepática</td><td><br>Colangiografia por ressonância magnética (MRCP) &#8211; imagem de &#8216;contas&#8217;</td></tr><tr><td><br><strong>Complicações</strong></td><td><br>Cirrose, insuficiência hepática</td><td><br>Colangiocarcinoma, cirrose, insuficiência hepática</td></tr><tr><td><br><strong>Tratamento</strong></td><td><br>Ácido ursodesoxicólico (UDCA), ácido obeticólico, fibratos em casos refratários</td><td><br>Transplante hepático (única opção curativa), terapias experimentais em estudo</td></tr></tbody></table></div><figcaption class="wp-element-caption"><br>Tabela 1: comparação entre colangite biliar primária e colangite esclerosante primária.</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Kwo PY, Cohen SM, Lim JK. ACG Clinical Guideline: Evaluation of Abnormal Liver Chemistries. The American Journal of Gastroenterology. 2017;112(1):18-35. doi:10.1038/ajg.2016.517.</li>



<li>Yokoda RT, Carey EJ. Primary Biliary Cholangitis and Primary Sclerosing Cholangitis. The American Journal of Gastroenterology. 2019;114(10):1593-1605. doi:10.14309/ajg.0000000000000268.</li>



<li>Chapman R, Fevery J, Kalloo A, et al. Diagnosis and Management of Primary Sclerosing Cholangitis. Hepatology (Baltimore, Md.). 2010;51(2):660-78. doi:10.1002/hep.23294.</li>



<li>Lindor KD, Kowdley KV, Harrison ME. ACG Clinical Guideline: Primary Sclerosing Cholangitis. The American Journal of Gastroenterology. 2015;110(5):646-59; quiz 660. doi:10.1038/ajg.2015.112.</li>



<li>Yimam KK, Bowlus CL. Diagnosis and Classification of Primary Sclerosing Cholangitis. Autoimmunity Reviews. 2014 Apr-May;13(4-5):445-50. doi:10.1016/j.autrev.2014.01.040.</li>



<li>Weismüller TJ, Trivedi PJ, Bergquist A, et al. Patient Age, Sex, and Inflammatory Bowel Disease Phenotype Associate With Course of Primary Sclerosing Cholangitis. Gastroenterology. 2017;152(8):1975-1984.e8. doi:10.1053/j.gastro.2017.02.038.</li>



<li>Bhushan S, Sohal A, Kowdley KV, Agaf FF. Primary Biliary Cholangitis and Primary Sclerosing Cholangitis Therapy Landscape. The American Journal of Gastroenterology. 2024;:00000434-990000000-01424. doi:10.14309/ajg.0000000000003174.</li>



<li>Hasegawa S, Yoneda M, Kurita Y, et al. Cholestatic Liver Disease: Current Treatment Strategies and New Therapeutic Agents. Drugs. 2021;81(10):1181-1192. doi:10.1007/s40265-021-01545-7.</li>



<li>Levy C, Manns M, Hirschfield G. New Treatment Paradigms in Primary Biliary Cholangitis. Clinical Gastroenterology and Hepatology : The Official Clinical Practice Journal of the American Gastroenterological Association. 2023;21(8):2076-2087. doi:10.1016/j.cgh.2023.02.005.</li>



<li>Wheless WH, Russo MW. Treatment of Primary Sclerosing Cholangitis Including Transplantation. Clinics in Liver Disease. 2024;28(1):171-182. doi:10.1016/j.cld.2023.07.008.</li>



<li>Fiorucci S, Urbani G, Di Giorgio C, Biagioli M, Distrutti E. Bile Acids-Based Therapies for Primary Sclerosing Cholangitis: Current Landscape and Future Developments. Cells. 2024;13(19):1650. doi:10.3390/cells13191650.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-citar-este-artigo"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Martins BC, Orso IRB. Qual a diferença entre colangite biliar primária e colangite esclerosante primária? Gastropedia; 2025 Vol 1.  Disponível em: <a href="https://gastropedia.pub/pt/?p=9727" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/qual-a-diferenca-entre-colangite-biliar-primaria-e-colangite-esclerosante-primaria/</a></p>



<p></p>
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		<title>Abordagem atual dos Cistos Pancreáticos</title>
		<link>https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/abordagem-atual-dos-cistos-pancreaticos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan R B Orso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Mar 2025 23:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gastroenterologia]]></category>
		<category><![CDATA[Pâncreas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A avaliação de um paciente com cisto pancreático deve responder a duas questões principais: Qual é o tipo de cisto e, no caso de IPMNs (neoplasias mucinosas papilares intraductais) ou&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A avaliação de um paciente com cisto pancreático deve responder a duas questões principais: Qual é o tipo de cisto e, no caso de IPMNs (neoplasias mucinosas papilares intraductais) ou MCNs (<a href="https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/pancreas/cistoadenoma-mucinoso-mcn/">neoplasias mucinosas císticas</a>), há displasia de alto grau ou câncer presente? Estas perguntas são cruciais para determinar o risco de transformação maligna e orientar o manejo do cisto.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-classificacao-e-risco"><br><strong>Classificação e Risco</strong></h2>



<p>Os cistos pancreáticos são classificados como benignos, pré-malignos ou malignos, sendo que o risco de malignidade varia conforme o tipo. Os cistos mucinosos, como IPMNs e MCNs, apresentam potencial para progressão maligna e requerem atenção clínica cuidadosa. IPMNs são subdivididos em ducto principal, secundário e misto, com risco crescente de malignidade nessa ordem.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><a href="https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/pancreas/neoplasias-papiliferas-intraductais-produtoras-de-mucina-ipmn/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Leia mais sobre IPMN nesse post</a></p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-fatores-de-risco-para-transformacao-maligna"><strong>Fatores de Risco para Transformação Maligna</strong></h2>



<p><br><strong>Estigmas de alto risco</strong> incluem icterícia obstrutiva, nódulos murais maiores que 5 mm, dilatação do ducto principal acima de 10 mm e citologia positiva. </p>



<p><strong>Características preocupantes</strong>, como nódulos murais menores de 5 mm, crescimento maior do que 2,5 mm no último ano, dilatação do ducto até 9 mm, pancreatite aguda, aumento do CA 19.9 sérico, diabetes de início recente, cisto maior do que 3 cm, linfadenopatia e mudança abruta do calibre do ducto pancreático principal também são relevantes.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://gastropedia.pub/pt/?attachment_id=9635"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="548" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/tabela-1024x548.png" alt="" class="wp-image-9635" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/tabela-1024x548.png 1024w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/tabela-300x160.png 300w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/tabela-768x411.png 768w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/tabela-1170x626.png 1170w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/tabela-585x313.png 585w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/tabela.png 1440w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br>Figura 1. Adaptado de Elham Afghani et al. Gastroenterology Clinics of North America, 2024.</figcaption></figure>



<ul class="wp-block-list">
<li>Uma revisão sistemática recente demonstrou que a razão de chances para diagnóstico de displasia de alto grau ou câncer utilizando os critérios atuais variou de 1,98 a 3,62 (IC 95%: 1,3–4,6), com sensibilidade inferior a 70% o que pode ser considerado baixo para se indicar uma cirurgia de grande porte. </li>



<li>Porém, um estudo de coorte com 810 pacientes submetidos à ressecção de IPMNs identificou que três ou mais estigmas de alto risco estavam associados a 100% de risco de displasia de alto grau ou câncer, comparado a 63% e 82% para um e dois estigmas, respectivamente. </li>



<li>Pacientes com mais de três características preocupantes também apresentaram 100% de risco de malignidade, em contraste com 22%, 34% e 59% para um, dois e três fatores, respectivamente. Essa progressão escalonada de risco auxilia no processo de tomada de decisão clínica.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-que-ha-de-novo-em-cistos-pancreaticos"><br><strong>O Que Há de Novo em Cistos Pancreáticos?</strong></h2>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-diagnostico-avancos-em-modalidades-e-biomarcadores"><strong>Diagnóstico: Avanços em Modalidades e Biomarcadores</strong></h3>



<p>O diagnóstico de cistos pancreáticos tem se beneficiado de avanços significativos nos últimos anos. Apesar do uso tradicional do antígeno carcinoembrionário (CEA) para diferenciar cistos mucinosos, sua sensibilidade de apenas 58% e especificidade de 87% limitam sua aplicação prática. A citologia também enfrenta desafios relacionados à obtenção de amostras adequadas, com sensibilidade de 63% e especificidade de 88%.</p>



<p>Entre as novas abordagens, o ultrassom endoscópico com contraste (EUS-CE) tem se mostrado promissor. Ele é eficaz na diferenciação de nódulos murais, que são indicativos de necessidade cirúrgica, de mucina ou debris que não apresentam relevância clínica. O uso do modo harmônico neste contexto apresenta uma sensibilidade de 97% e especificidade de 90%, superando técnicas convencionais como o Doppler.</p>



<p>A biópsia com pinça através da agulha é outra inovação importante, permitindo a coleta de amostras maiores de tecido para análise histológica. Embora esta técnica tenha uma sensibilidade de 80% e especificidade equivalente, a alta taxa de sucesso técnico (94%) é acompanhada por um risco significativo de eventos adversos, incluindo complicações graves.</p>



<p>A endomicroscopia confocal com agulha (nCLE) tem se destacado ao oferecer imagens em tempo real do epitélio cístico, permitindo a identificação de padrões específicos associados a diferentes tipos de cistos. Com sensibilidade de 98% e especificidade de 94%, a nCLE supera métodos diagnósticos tradicionais, embora sua disponibilidade seja limitada a centros especializados.</p>



<p>Os biomarcadores moleculares em fluido cístico também representam um avanço crucial. A glicose, por exemplo, demonstrou alta sensibilidade (93%) e especificidade moderada (76%), com baixo custo e fácil aplicabilidade. No entanto, as mutações genéticas têm ganhado destaque, oferecendo um nível mais profundo de análise diagnóstica.</p>



<p>As mutações em genes como <em>KRAS</em> e <em>GNAS</em> são altamente específicas para cistos mucinosos, como as neoplasias mucinosas intraductais (IPMNs). Por outro lado, alterações no gene <em>VHL</em> estão associadas a cistos serosos. Já mutações em <em>TP53</em> e <em>SMAD4</em> estão ligadas a displasia de alto grau ou progressão para adenocarcinoma invasivo, sendo importantes para identificar cistos com maior risco de malignização. Além disso, mutações no <em>RNF43</em> têm sido associadas ao aumento do risco de malignidade em IPMNs.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://gastropedia.pub/pt/?attachment_id=9636"><img decoding="async" width="1024" height="659" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/tabela-2-1024x659.png" alt="" class="wp-image-9636" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/tabela-2-1024x659.png 1024w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/tabela-2-300x193.png 300w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/tabela-2-768x494.png 768w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/tabela-2-1536x989.png 1536w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/tabela-2-1920x1236.png 1920w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/tabela-2-1170x753.png 1170w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/tabela-2-585x377.png 585w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/tabela-2.png 1984w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br>Adaptado de Elham Afghani et al. Gastroenterology Clinics of North America, 2024. Abreviações: SCA Cistoadenoma Seroso, IPMN Neoplasia mucinosa papilar intraductal, MCN Neoplasia mucinosa cística, cPanNets Degeneração cística de tumor neuroendócrino pancreático, DPP Ducto pancreático principal.</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-tratamento-inovacoes-no-manejo-dos-cistos-pancreaticos"><br><strong>Tratamento: Inovações no manejo dos Cistos Pancreáticos</strong></h2>



<p>No manejo terapêutico, a ablação de cistos tem evoluído consideravelmente. Inicialmente realizada com injeção de álcool, essa técnica agora utiliza agentes quimioterápicos como paclitaxel e gemcitabina, que apresentam maior eficácia e menor toxicidade. Estudos demonstram taxas de remissão completa em até 98% dos casos após 6 anos de acompanhamento, destacando o potencial dessa abordagem para evitar cirurgias invasivas.</p>



<p>Outra técnica promissora é a ablação por radiofrequência (RFA), que se mostra eficaz e minimamente invasiva, embora ainda careça de validação em estudos de maior escala.</p>



<p>Além disso, o uso rotineiro de antibióticos após a punção aspirativa de cistos tem sido questionado. Estudos recentes indicam que a taxa de infecção é semelhante entre pacientes que receberam ou não profilaxia antibiótica, sugerindo que esta prática pode ser restrita a casos específicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-mudancas-nas-diretrizes-de-vigilancia"><br><strong>Mudanças nas Diretrizes de Vigilância</strong></h2>



<p>O seguimento a longo prazo de cistos pancreáticos também passou por mudanças importantes. Em pacientes com expectativa de vida inferior a 10 anos ou comorbidades significativas, a vigilância pode ser descontinuada, considerando que os riscos do acompanhamento superam os benefícios.</p>



<p>De forma semelhante, cistos que permanecem estáveis por 5 a 10 anos sem sinais de progressão podem justificar a interrupção do acompanhamento. Para cistos menores de 1,5 cm em pacientes com mais de 65 anos ou menores de 3 cm em indivíduos com mais de 75 anos, o risco de progressão para malignidade é comparável ao da população geral, reforçando a necessidade de individualizar as decisões clínicas.</p>



<p>Esses avanços refletem um movimento em direção a uma abordagem mais personalizada e precisa no diagnóstico e manejo dos cistos pancreáticos, equilibrando o risco de progressão para câncer com a redução de intervenções desnecessárias.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://gastropedia.pub/pt/?attachment_id=9637"><img decoding="async" width="614" height="1024" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/FIGURA3-614x1024.png" alt="" class="wp-image-9637" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/FIGURA3-614x1024.png 614w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/FIGURA3-180x300.png 180w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/FIGURA3-768x1281.png 768w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/FIGURA3-921x1536.png 921w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/FIGURA3-585x976.png 585w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2025/03/FIGURA3.png 1084w" sizes="(max-width: 614px) 100vw, 614px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br>Adaptado de Takao Ohtsuka, et al. Pancreatology, 2024. Algoritmo de manejo do IPMN. Os métodos de imagem iniciais para avaliação dos cistos pancreáticos são a ressonância magnética e a tomografia. Ecoendoscopia pode ser usada para investigação adicional.</figcaption></figure>
</div>


<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>Saiba mais:</strong></p>



<p><a href="https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/pancreas/guideline-de-kyoto-atualizacoes-na-abordagem-dos-ipmns-parte-i/">Guidelines de Kyoto pate I</a></p>



<p><a href="https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/pancreas/guideline-de-kyoto-atualizacoes-na-abordagem-dos-ipmns-parte-ii/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Guideline de Kyoto parte II</a></p>
</blockquote>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-conclusao"><br><strong>Conclusão</strong></h2>



<p><br>A abordagem aos cistos pancreáticos exige avaliação sistemática e individualizada. Os avanços nos métodos diagnósticos e nos critérios de estratificação de risco têm permitido uma melhor identificação de pacientes com maior probabilidade de malignidade, proporcionando bases mais sólidas para o manejo clínico.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias"><br><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Takao Ohtsuka, Carlos Fernandez-del Castillo, Toru Furukawa, Susumu Hijioka, Jin-Young Jang, Anne Marie Lennon, Yoshihiro Miyasaka, Eizaburo Ohno, Roberto Salvia, Christopher L. Wolfgang, Laura D. Wood. International evidence-based Kyoto guidelines for the management of intraductal papillary mucinous neoplasm of the pâncreas. Pancreatology,Volume 24, Issue 2,2024.</li>



<li>Elham Afghani, Anne Marie Lennon, What Is the Latest in Pancreatic Cysts? Gastroenterology Clinics of North America, 2024.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-citar-este-artigo"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Orso, IRB. Abordagem atual dos Cistos Pancreáticos Gastropedia; 2025 Vol 1.&nbsp; Disponível em: <a href="https://gastropedia.pub/pt/?p=9591" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/abordagem-atual-dos-cistos-pancreaticos/</a></p>
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		<title>Como identificar e manejar os pacientes com suspeita de coledocolitíase?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivan R B Orso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jan 2023 21:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[Hepatopancreatobiliar]]></category>
		<category><![CDATA[Câncer Gástrico Hereditário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dez por cento dos americanos são portadores de colelitíase e apresentam sintomas relacionados aos cálculos biliares. No Brasil&#160; estudos retrospectivos mostram que a incidência de cálculos na vesícula biliar pode&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Dez por cento dos americanos são portadores de colelitíase e apresentam sintomas relacionados aos cálculos biliares. No Brasil&nbsp; estudos retrospectivos mostram que a incidência de cálculos na vesícula biliar pode chegar a até 9,3%. Entre os pacientes com colelitíase, dez a vinte por cento podem apresentar coledocolitíase concomitante.</p>



<p>O advento da &nbsp;CPRE transformou o tratamento dos cálculos do colédoco de uma operação de grande porte em um procedimento minimamente invasivo.&nbsp;&nbsp; Porém, este procedimento apresenta uma incidência não desprezível de efeitos adversos como pancreatite, sangramento e perfuração.&nbsp;&nbsp; Devido a isso é importante selecionar de forma correta os pacientes que serão submetidos à CPRE para evitar a realização de exames desnecessários.</p>



<p>O guidelines da ESGE recomenda que os pacientes com colelitíase sintomática em programação de colecistectomia devem realizar a dosagem de enzimas hepáticas e ultrassom de abdome. Estes exames servem como triagem para avaliar o risco de coledocolitíase concomitante e determinar os pacientes que se beneficiariam de uma investigação adicional.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Avaliação do Risco de Coledocolitíase</strong></h2>



<p>A ASGE em 2010 publicou um guidelines contento uma &nbsp;lista de preditores para avaliar o risco de coledocolitíase.</p>



<p>Cálculos no colédoco visualizados na ultrassonografia, colangite e bilirrubina maior do que 4 mg/dl eram considerados preditores muito fortes. Dilatação das vias biliares e bilirrubina entre 1,8 e 4 mg/dl considerados com preditores fortes.&nbsp; Alteração de enzimas hepáticas, idade maior do que 55 anos e pancreatite biliar prévia preditores moderados.&nbsp;</p>



<p>Baseado nestes critérios os pacientes eram divididos em risco alto, intermediário e baixo risco.&nbsp; Para os de alto risco a recomendação era ir direto para a CPRE. Os de risco intermediário deveriam investigar melhor através da realização de colangiorressonância ou ecoendoscoscopia antes da decisão terapêutica.&nbsp; Os de baixo risco poderiam ir para colecistectomia direto.&nbsp;</p>



<p>Estudos &nbsp;posteriores utilizando estes critérios demonstraram que&nbsp; a sua acurácia era baixa, variando &nbsp;de 70 a 80%, com até 30% de procedimentos desnecessários.&nbsp;</p>



<p>Devido a isso, tanto a associação Americana (ASGE) quanto a europeia (ESGE) revisaram estes preditores em seus guidelines mais recentes.</p>



<p>Os novos critérios estão resumidos na tabela abaixo:</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="572" height="245" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2022/11/Tabela-asge-e-esge-coledocolitiase.png" alt="" class="wp-image-3719" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2022/11/Tabela-asge-e-esge-coledocolitiase.png 572w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2022/11/Tabela-asge-e-esge-coledocolitiase-300x128.png 300w" sizes="(max-width: 572px) 100vw, 572px" /><figcaption class="wp-element-caption">Preditores de coledocolitíase (ASGE e ESGE). Adaptado de Buxbaum et al 2019 e&nbsp; Manes et al 2019.</figcaption></figure>



<p>Pacientes com quadro de colangite ou cálculo visualizado no ultrassom de abdome ou em tomografia/RNM são considerados como de alto risco.&nbsp;&nbsp; A ASGE inclui um critério a mais, que é a presença de Bilirrubina total maior do que 4 mg/dl associada à dilatação da via biliar como critério de alto risco.&nbsp;&nbsp; Estes pacientes podem ser submetidos a CPRE direto, antes da colecistectomia e sem a necessidade de investigação adicional.</p>



<p>Portadores de alteração de enzimas hepáticas (TGO, TGP, FA, GGT) ou dilatação da via biliar no ultrassom (&gt;6 mm com vesícula in situ) são considerados de risco intermediário. Novamente a ASGE tem um critério a mais que é a idade maior do que 55 anos.&nbsp; O racional para este critério é que pacientes com mais de 55 anos tem uma maior incidência de coledocolitíase não associada à alteração de enzimas hepáticas.&nbsp;&nbsp; Os dois guidelines sugerem que os pacientes com critérios intermediários sejam submetidos à colangiorressonância ou ecoendoscopia para avaliar a presença de coledocolitíase antes da colecistectomia.&nbsp; Na impossibilidade de realizar estes exames, a colangiografia intraoperatória é indicada como alternativa.</p>



<p>Já os pacientes que não apresentam nenhum destes critérios são considerados como de baixo risco e podem realizar a colecistectomia direto, com ou sem colangiografia intraoperatória. Nos critérios de 2010 a pancreatite aguda era um critério de risco intermediário.&nbsp; Porém, estudos confirmaram que a incidência de coledocolitíase residual após um episódio de pancreatite leve varia de apenas 10 a 30%.&nbsp; Devido a isso ela deixou de ser critério de risco.&nbsp; Os pacientes após a resolução da pancreatite aguda devem ser avaliados de acordo com os critérios acima. Se não apresentares critérios de alto</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual dos critérios é melhor? ASGE ou ESGE</strong></h2>



<p>Um estudo incluindo 1042 pacientes comparou os critérios da ASGE e da ESGE para a avaliação da presença de coledocolitíase.&nbsp; Os resultados mostraram que os dois critérios são válidos e muito bons, com especificidade de 96,87% para os da ASGE e 98,24% para os da ESGE.</p>



<p>Comparando os dois o da ESGE é ligeiramente mais específico, com os critérios da ASGE apresentando um número discretamente maior de pacientes falso positivos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conclusão</strong></h2>



<p>A avaliação da probabilidade pré-teste em pacientes com suspeita de coledocolitíase é essencial. Esta avaliação pode &nbsp;identificar &nbsp;os pacientes que irão se beneficiar da realização da CPRE direto e também os pacientes necessitam uma avaliação mais aprofundada, evitando a realização de procedimentos desnecessários.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Referências</strong></h2>



<p>Manes G, Paspatis G, Aabakken L et al. Endoscopic management of common bile duct stones: European Society of Gastrointestinal Endoscopy (ESGE) guideline. Endoscopy 2019; 51: 472–491</p>



<p>Maple JT, Ben-Menachem T. ASGE Standards of Practice Committee. et al. The role of endoscopy in the evaluation of suspected choledocholithiasis. Gastrointest Endosc 2010; 71: 1–9</p>



<p>Buxbaum JL, Abbas Fehmi SM, Sultan S, Fishman DS, Qumseya BJ, Cortessis VK, Schilperoort H, Kysh L, Matsuoka L, Yachimski P, Agrawal D, Gurudu SR, Jamil LH, Jue TL, Khashab MA, Law JK, Lee JK, Naveed M, Sawhney MS, Thosani N, Yang J, Wani SB. ASGE guideline on the role of endoscopy in the evaluation and management of choledocholithiasis. Gastrointest Endosc. 2019 Jun;89(6):1075-1105.e15.</p>



<p>Jagtap N, Hs Y, Tandan M, Basha J, Chavan R, Nabi Z, Kalapala R, Reddy PM, Ramchandani M, Gupta R, Lakhtakia S, Darishetty S, Rao GV, Reddy DN. Clinical utility of ESGE and ASGE guidelines for prediction of suspected choledocholithiasis in patients undergoing cholecystectomy. Endoscopy. 2020 Jul;52(7):569-573.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como citar este artigo:</strong></h2>



<p>Orso, IRB. Como identificar e manejar os pacientes com suspeita de coledocolitíase? Gastropedia; 2022.&nbsp; Disponível em: <a href="https://gastropedia.pub/pt/?p=3718" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://gastropedia.pub/pt/cirurgia/hepatopancreatobiliar/como-identificar-e-manejar-os-pacientes-com-suspeita-de-coledocolitiase/</a></p>
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