<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Daniela Medeiros Milhomem Cardoso, Autor em Gastropedia</title>
	<atom:link href="https://gastropedia.pub/pt/author/danimilhomem/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://gastropedia.pub/pt/author/danimilhomem/</link>
	<description>Atualização médica de forma descomplicada para profissionais que trabalham com saúde do aparelho digestivo.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 26 Aug 2023 22:14:30 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2022/11/favicon.png</url>
	<title>Daniela Medeiros Milhomem Cardoso, Autor em Gastropedia</title>
	<link>https://gastropedia.pub/pt/author/danimilhomem/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Tumores neuroendócrinos duodenais</title>
		<link>https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/intestino/atualizacao-em-tnes-gastricos-e-duodenais-tudo-o-que-voce-precisa-saber/</link>
					<comments>https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/intestino/atualizacao-em-tnes-gastricos-e-duodenais-tudo-o-que-voce-precisa-saber/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daniela Medeiros Milhomem Cardoso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Feb 2022 12:55:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gastroenterologia]]></category>
		<category><![CDATA[Intestino]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://gastropedia.pub/pt/atualizacao-em-tnes-gastricos-e-duodenais-tudo-o-que-voce-precisa-saber/</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os tumores neuroendócrinos duodenais envolvem uma grande variedade de lesões e podem estar associados a síndromes clínicas. Envolvem lesões que expressam enolase neurônio específica, sinaptofisina, cromogranina A, além de uma&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/intestino/atualizacao-em-tnes-gastricos-e-duodenais-tudo-o-que-voce-precisa-saber/">Tumores neuroendócrinos duodenais</a> apareceu primeiro em <a href="https://gastropedia.pub/pt">Gastropedia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os tumores neuroendócrinos duodenais envolvem uma grande variedade de lesões e podem estar associados a síndromes clínicas. Envolvem lesões que expressam enolase neurônio específica, sinaptofisina, cromogranina A, além de uma série de outros hormônios.</p>
<h2><strong>TNEs DUODENAIS</strong></h2>
<p>Correspondem a cerca de 1,8% das lesões neuroendócrinas. São subdivididas em cerca de 5 grupos de acordo com alguns autores: gastrinomas, somatostinomas, TNEs não funcionantes, paragangliomas gangliocíticos e TNEs indiferenciados de alto grau. Alguns autores destacam que tumores ampulares têm comportamentos biológicos diferentes de tumores periampulares.</p>
<p>Mais de 90% das lesões estão localizadas na primeira e na segunda porções duodenais e geralmente têm tamanhos inferiores a 2 cm. Diferente dos TNEs gástricos, que são geralmente múltiplos e indolentes, os TNEs duodenais são normalmente lesões únicas e em cerca de 40-60% dos casos podemos observar metástases linfonodais regionais associadas. A multiplicidade de lesões duodenais fala a favor de MEN-1.</p>
<p>Outro fato interessante é que cerca de 95% dos TNEs duodenais sintetizam aminas ou peptídeos mas em 90% dos casos, não há uma síndrome funcional associada.</p>
<p>Usualmente a sobrevida em 5 anos dos TNEs duodenais é em torno de 80-95% para doença localizada, 65-75% para doença regional e 20-40% para doença metastática. As lesões bem diferenciadas compreendem a maioria dos casos e cerca de 1-3% das lesões são indiferenciadas (carcinoma neuroendócrino pouco diferenciado).</p>
<h2><strong>DIAGNÓSTICO E  ESTADIAMENTO</strong></h2>
<p>O diagnóstico dessas lesões é, na maioria das vezes, realizado pela endoscopia digestiva alta com biópsias das lesões e da ecoendoscopia para estadiamento local das lesões.</p>
<p>O critério histológico mínimo para diagnóstico envolve análise convencional com hematoxilina-eosina seguida de estudo imunohistoquímico com marcadores para Cromogranina A, sinaptofisina, contagem de mitoses por 10 campos de grande aumento e índice de Ki67, úteis para classificar as lesões de acordo com a classificação da OMS. Em casos suspeitos de paraganglioma a análise do marcador S-100 na imunohistoquímica é necessária. A análise de DNA está indicada em casos suspeitos de MEN-1.</p>
<p><a href="http://endoscopiaterapeutica.com.br/wp-content/uploads/2018/08/ANEXO-2.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-9297" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2021/08/ANEXO-2.png" alt="" width="516" height="165" /></a></p>
<p>Além disso exames de imagem como TC, RNM e cintilografia com receptores da somatostatina são úteis para estadiamento loco regional e rastreio de metástases. A ecoendoscopia é útil na avaliação da profundidade das lesões, principalmente no planejamento terapêutico de lesões com tamanho superior a 1 cm.</p>
<p>A dosagem de Cromogranina A é útil para o diagnóstico. Dosagem de gastrina, somatostatina, cortisol, 5-HIAA só têm utilidade na suspeita de uma síndrome funcional.</p>
<h2><strong>TRATAMENTO</strong></h2>
<p>A decisão terapêutica se baseia no tamanho das lesões, na presença de metástases, no grau de diferenciação, taxas de mitoses e de ki 67. O tratamento endoscópico geralmente está reservado para lesões com tamanho inferior a 1 cm.</p>
<div id="attachment_9300" style="width: 310px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://endoscopiaterapeutica.com.br/wp-content/uploads/2018/08/paragan-1.png"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-9300" class="wp-image-9300 size-medium" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2021/08/paragan-1.png" alt="" width="300" height="222" /></a><p id="caption-attachment-9300" class="wp-caption-text">Paraganglioma duodenal</p></div>
<div id="attachment_9301" style="width: 310px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://endoscopiaterapeutica.com.br/wp-content/uploads/2018/08/paragan-222.png"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-9301" class="wp-image-9301 size-medium" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2021/08/paragan-222.png" alt="" width="300" height="215" /></a><p id="caption-attachment-9301" class="wp-caption-text">Ressecção e clipagem</p></div>
<p>O tratamento cirúrgico com linfadenectomia está indicado para as lesões maiores que 2 cm ou que sejam ampulares.</p>
<p>Sabe-se que em cerca de 10% dos casosos TNEs duodenais estão associados a síndromes funcionais hormonais. Nessas situações a terapia deve ser direcionada para a síndrome em questão (análogos de somatostatina para síndrome carcinoide, IBP para syndrome de Zollinger-Ellison, adrenalectomia ou tratamento medicamentosos para síndrome de Cushing, etc).</p>
<h2><strong>SEGUIMENTO</strong></h2>
<p>TNEs duodenais não funcionantes, seguimento com endoscopia, exames de imagem e dosagem de Cromogranina A estão recomendados aos 6, 24 e 36 meses. No caso de ressecções cirúrgicas o seguimento deve ocorrer aos 6 e 12 meses, por pelo menos 3 anos.</p>
<p>Em portadores de doença avançada metastática o protocolo de seguimento dependerá do esquema de tratamento adotado.</p>
<p>Um resumo das orientações de seguimento após a ressecção das lesões encontra-se na Figura 1.</p>
<p><a href="http://endoscopiaterapeutica.com.br/wp-content/uploads/2018/08/ANEXO-3.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-9298" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2021/08/ANEXO-3.png" alt="" width="525" height="305" /></a></p>
<h2><strong>LEIA MAIS SOBRE TUMOR NEUROENDÓCRICO</strong></h2>
<ul>
<li><a href="http://endoscopiaterapeutica.com.br/assuntosgerais/tratamento-de-tumor-neuroendocrino-gastrico/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Tumor neuroendócrino gástrico</a></li>
<li><a href="http://endoscopiaterapeutica.com.br/assuntosgerais/tumor-neuroendocrino-retal/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Investigação e manejo dos tumores neuroendócrinos retais</a></li>
<li><a href="https://gastropedia.pub/pt/cirurgia/hepatopancreatobiliar/tumores-neuroendocrinos-do-pancreas/" target="_blank" rel="noopener">Tumores neuroendocrinos do pâncreas</a></li>
</ul>
<h2><strong>COMO CITAR ESTE ARTIGO</strong></h2>
<p>Cardoso DMM. Tumores neuroendócrinos duodenais. Gastropedia 2022. Disponível em: <a href="https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/intestino/atualizacao-em-tnes-gastricos-e-duodenais-tudo-o-que-voce-precisa-saber/" target="_blank" rel="noopener">https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/intestino/atualizacao-em-tnes-gastricos-e-duodenais-tudo-o-que-voce-precisa-saber/</a></p>
<h2><strong>REFERÊNCIAS</strong></h2>
<ul>
<li>Delle Fave G, Kwekkeboom DJ, van Cutsem E et al. ENETS consensus guidelines for the management ofpatientswith gastroduodenal neoplasms. Neuroendocrinology 2012; 95: 74-87</li>
<li>Singh S, Moody L, Chan DL et al. Follow-up recomendations for CompletelyResectedGastroenteropancreaticNeuroendocrineTumors. JAMA Oncol 2018. Published online July 26, 2018.</li>
<li>Plökinger U, Rindi G, Arnold R et al. Guidelines for thediagnosisandtreatmentofneuroendocrine gastrointestinal tumors. A consensus statementonbehalfoftheEuropeanNeuroendocrine Tumor Society (ENETS). Neuroendocrinology 2004; 80(6): 394-424.</li>
<li>Singh S, Moody L, Chan DL et al. Follow-up recomendations for CompletelyResectedGastroenteropancreaticNeuroendocrineTumors. JAMA Oncol 2018. Published online July 26, 2018.</li>
</ul>
<p>O post <a href="https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/intestino/atualizacao-em-tnes-gastricos-e-duodenais-tudo-o-que-voce-precisa-saber/">Tumores neuroendócrinos duodenais</a> apareceu primeiro em <a href="https://gastropedia.pub/pt">Gastropedia</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/intestino/atualizacao-em-tnes-gastricos-e-duodenais-tudo-o-que-voce-precisa-saber/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
