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	<title>Amanda Pereira Lima, Autor em Gastropedia</title>
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	<description>Atualização médica de forma descomplicada para profissionais que trabalham com saúde do aparelho digestivo.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 11 Jun 2026 11:32:30 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Amanda Pereira Lima, Autor em Gastropedia</title>
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	<item>
		<title>Neuromodulação Sacral na Incontinência Fecal: Indicações e Abordagem Técnica &#8211; Parte I</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ambar Pinto,&#160;Amanda Pereira Lima,&#160;Isaac José Felippe Corrêa Neto&#160;e&#160;Lucas Ambar Pinto Anjos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gastroenterologia]]></category>
		<category><![CDATA[Intestino]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Introdução A incontinência fecal (IF) é uma condição que afeta milhões de pessoas globalmente, com prevalência média de 5-7% da população adulta e aumento significativo com a idade.(1) De acordo&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/neuromodulacao-sacral-na-incontinencia-fecal-indicacoes-e-abordagem-tecnica-parte-i/">Neuromodulação Sacral na Incontinência Fecal: Indicações e Abordagem Técnica &#8211; Parte I</a> apareceu primeiro em <a href="https://gastropedia.pub/pt">Gastropedia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading" id="h-introducao"><br><strong>Introdução</strong></h2>



<p>A <strong>incontinência fecal (IF)</strong> é uma condição que afeta milhões de pessoas globalmente, com prevalência média de 5-7% da população adulta e aumento significativo com a idade.<sup>(1)</sup> De acordo com os <strong>critérios de Roma V</strong>, a incontinência fecal é definida pela <strong>perda involuntária recorrente de material fecal em indivíduos com idade superior a 4 anos</strong>, caracterizada pela <strong>ocorrência de pelo menos dois episódios de escape fecal e por, no mínimo, um episódio mensal documentado em diário evacuatório de quatro semanas</strong>. Os critérios <strong>devem estar presentes nos últimos 3 meses</strong>, com início dos sintomas há pelo menos 6 meses.<sup>(2,3)</sup></p>



<p>Embora tratamentos conservadores como modificações dietéticas, agentes antidiarreicos, fisioterapia pélvica e biofeedback sejam a primeira linha de abordagem, uma parcela considerável de pacientes permanece refratária a essas intervenções. Nesses casos, a <strong>neuromodulação sacral (NMS)</strong> a partir do final do século passado (1995) emergiu como uma <strong>opção terapêutica eficaz e minimamente invasiva</strong>, oferecendo melhora significativa nos sintomas e na qualidade de vida.</p>



<p>Diante da falha do tratamento conservador, a esfincteroplastia anal, por alguns anos, foi o único tratamento disponível. Na presença de defeitos esfincterianos envolvendo entre 90° e 180° da circunferência, há indicação do reparo sobreposto do esfíncter. Embora simples em conceito, a técnica cirúrgica não é padronizada e está sujeita a muitas variações, sendo mais complexa tecnicamente em relação à NMS, com risco significativo de infecção local e resultados dependentes em grande parte da experiência do cirurgião. Além disso, a recorrência da IF a longo prazo é frequente.<sup>(4)</sup></p>



<p>Este artigo tem como objetivo fornecer aos médicos gastroenterologistas e cirurgiões uma visão detalhada das indicações, mecanismo de ação e descrição da técnica de implante do NMS, com ênfase na padronização do posicionamento do eletrodo, essencial para otimizar os resultados no tratamento da IF.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-mecanismo-de-acao"><br><strong>Mecanismo de Ação</strong></h2>



<p>A <strong>Neuromodulação Sacral atua através da estimulação elétrica dos nervos pudendos</strong>, mais comumente localizados na raiz sacral de S3, mas tendo fibras que podem ser localizadas desde S2 até S4. O mecanismo exato de ação não é completamente elucidado, mas acredita-se que envolva a modulação de vias aferentes e eferentes. O nervo espinhal sacral estimulado contém fibras somatomotoras e somatossensoriais, bem como fibras autonômicas dos nervos pélvicos. O efeito da NMS também não se limita à inervação periférica, mas envolve o sistema nervoso central<sup>(5,6)</sup>, resultando em:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Melhora da Função Esfincteriana:</strong> A estimulação dos nervos sacrais pode levar ao aumento do tônus do esfíncter anal interno (EAI) e à melhora da força e resistência do esfíncter anal externo (EAE) e dos músculos do assoalho pélvico.</li>



<li><strong>Restauração da Sensibilidade Retal: </strong>Muitos pacientes com IF apresentam diminuição da sensibilidade retal, levando à falha em reconhecer a presença das fezes. A NMS pode melhorar a percepção retal, permitindo ao paciente reagir apropriadamente ao conteúdo que atinge o reto distal, chegando ao topo do canal anal.</li>



<li><strong>Modulação da Motilidade Colorretal:</strong> A estimulação sacral pode influenciar a motilidade do cólon e do reto, contribuindo para um padrão de evacuação mais controlado.</li>



<li><strong>Influência Central:</strong> Acredita-se que a NMS modifique a atividade neuronal no córtex cerebral, afetando o processamento central das informações sensoriais e motoras relacionadas à função anorretal. Essa hipótese é sustentada por estudos de atividade neuronal no córtex cerebral, sem e com a atuação da NMS.<sup>(7)</sup></li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-indicacoes-para-neuromodulacao-sacral-na-incontinencia-fecal"><br><strong>Indicações para Neuromodulação Sacral na Incontinência Fecal</strong></h2>



<p>A <strong>principal indicação para NMS é a IF refratária</strong> a outras modalidades de tratamento conservador otimizado, sendo que o paciente deve ter sido submetido e falhado a um curso adequado de terapias conservadoras (dieta, medicamentos e fisioterapia pélvica com biofeedback por pelo menos 3 meses.<sup>(8,9)</sup></p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-indicacoes-para-neuromodulacao-sacral-10"><br><strong>Indicações para Neuromodulação Sacral<sup>(10)</sup></strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>IF sem resposta ao tratamento conservador, com ou sem lesão esfincteriana.</li>



<li>Incontinência Fecal Pós-Parto: Em pacientes que não obtiveram sucesso com reparo esfincteriano ou após falha de reparos anteriores.</li>



<li>Incontinência Fecal com Lesões Esfincterianas Parciais.</li>



<li>Incontinência Fecal Associada a Doenças Neurológicas Estáveis: Pacientes com lesões medulares incompletas ou outras neuropatias.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-contraindicacoes"><br><strong>Contraindicações</strong></h2>



<p>A avaliação cuidadosa das contraindicações é tão importante quanto a das indicações para garantir a segurança e a eficácia do tratamento:</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-contraindicacoes-absolutas-6"><br><strong>Contraindicações Absolutas<sup>(6)</sup></strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Distúrbios de coagulação não controlados.</li>



<li>Infecção sistêmica ativa ou no local do implante.</li>



<li>Incapacidade de operar o dispositivo de programação (por limitações cognitivas ou físicas), comprometendo a adesão do paciente ao tratamento.</li>



<li>Grandes defeitos anatômicos corrigíveis (ex: prolapso retal total, grandes lesões esfincterianas que demandam reparo primário).</li>



<li>Trabalhadores em ambientes muito quentes, como operadores de caldeiras ou metalúrgicos.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-contraindicacoes-relativas-6"><br><strong>Contraindicações Relativas<sup>(6)</sup></strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li>Gravidez<sup>(11)</sup></li>



<li>Distúrbios psiquiátricos graves não controlados, que podem afetar a compreensão do paciente e sua capacidade de gerenciar o dispositivo.</li>



<li>Uso crônico de anticoagulantes, que requer uma avaliação cuidadosa de risco/benefício devido ao risco de sangramento.</li>



<li>Deformidades anatômicas na coluna que prejudiquem o implante do eletrodo.</li>



<li>Expectativa de vida limitada, devendo-se ponderar o benefício da intervenção em relação à longevidade do paciente.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-avaliacao-pre-operatoria-do-paciente"><br><strong>Avaliação Pré-operatória do Paciente</strong></h2>



<p><br><strong>Anamnese</strong>: Investigar a frequência, gravidade <em>[</em>escore de Cleveland Clinic Florida<sup>(12)</sup> <em>– Q</em>uadro 1<em>]</em>, impacto da IF na qualidade de vida (utilizando questionários validados como o FIQL &#8211; <em>Fecal Incontinence Quality of Life</em><sup>(13)</sup> e escala de Bristol<sup>(14)</sup> (Figura 1). É fundamental documentar a falha de tratamentos conservadores otimizados.</p>



<figure class="wp-block-table"><div class="pcrstb-wrap"><table class="has-pale-ocean-gradient-background has-background has-fixed-layout"><tbody><tr><td><em><strong>Tipo de Incontinência</strong></em></td><td><em><strong>Frequência</strong></em></td><td></td><td></td><td></td><td></td></tr><tr><td></td><td><em><strong>Nunca</strong></em></td><td><em><strong>Raramente</strong></em></td><td><em><strong>Às vezes</strong></em></td><td><em><strong>Usualmente</strong></em></td><td><strong>Sempre</strong></td></tr><tr><td><em><strong>Sólida</strong></em></td><td>0</td><td>1</td><td>2</td><td>3</td><td>4</td></tr><tr><td><em><strong>Líquida</strong></em></td><td>0</td><td>1</td><td>2</td><td>3</td><td>4</td></tr><tr><td><em><strong>Gases</strong></em></td><td>0</td><td>1</td><td>2</td><td>3</td><td>4</td></tr><tr><td><em><strong>Uso de Protetores</strong></em></td><td>0</td><td>1</td><td>2</td><td>3</td><td>4</td></tr><tr><td><em><strong>Mudança no estilo de vida</strong></em></td><td>0</td><td>1</td><td>2</td><td>3</td><td>4</td></tr></tbody></table></div><figcaption class="wp-element-caption">Quadro 1 – Escore de continência de Cleveland Clinic Florida<br>Pontos: 0 = perfeito 20 = incontinência completa.<br>Nunca = 0 (nunca). Raramente = &lt;1/mês. Às vezes = &lt;1/semana, >1/mês.<br>Frequentemente = &lt;1/dia, >1/semana. Sempre = >1/dia. O escore de continência é determinado somando-se os pontos da tabela acima, que leva em consideração o tipo e a frequência da incontinência, bem como o grau em que ela altera a vida do paciente.<br><em>Adaptado de Jorge et al., 1993<sup>(12)</sup></em></figcaption></figure>



<p></p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://gastropedia.pub/pt/?attachment_id=11206"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="820" src="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2026/05/ESCALA-DE-FEZES-1024x820.png" alt="" class="wp-image-11206" srcset="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2026/05/ESCALA-DE-FEZES-1024x820.png 1024w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2026/05/ESCALA-DE-FEZES-300x240.png 300w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2026/05/ESCALA-DE-FEZES-768x615.png 768w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2026/05/ESCALA-DE-FEZES-585x469.png 585w, https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2026/05/ESCALA-DE-FEZES.png 1026w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><br><em><strong>Figura 1 &#8211; Escala de Fezes de Bristol</strong></em><br><em>Modificado de:</em> Lewis SJ, Heaton KW. Stool form scale as a useful guide to intestinal transit time. Scand J Gastroenterol. 1997;32:920–924.<sup>(14)</sup><br></figcaption></figure>



<p><strong>Exame Físico Completo</strong>: Incluindo exame proctológico para avaliar o tônus esfincteriano, reflexos e integridade do assoalho pélvico. A observação da resposta anal durante o exame pode ser um indicativo precoce da capacidade de resposta à estimulação.</p>



<p><strong>Diário de Hábitos Intestinais</strong>: Um registro detalhado de pelo menos 2 semanas é essencial para quantificar a frequência dos episódios de incontinência, sua gravidade e avaliar a resposta às terapias anteriores.</p>



<p><strong>Exames Complementares: </strong>para a indicação de neuroestimulação sacral têm papel secundário, permanecendo como métodos de propedêutica mais relacionados à prognóstico. No entanto, a manometria anorretal e o ultrassom endoanal são rotineiramente indicados com intuito de verificar os níveis pressóricos do canal anal e identificação de eventuais falhas esfincterianas, antes da indicação da NMS.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Manometria Anorretal: </strong>avalia a pressão de repouso e de contração dos esfíncteres do ânus, a sensibilidade retal e os reflexos anorretais.</li>



<li><strong>Ultrassonografia Endoanal: </strong>Identifica possíveis lesões anatômicas do esfíncter anal interno e externo.</li>



<li><strong>Ressonância Magnética Pélvica ou Defecografia: </strong>Podem ser úteis para descartar prolapsos, intussuscepções ou outras anormalidades anatômicas que possam requerer correção cirúrgica antes da NMS.</li>
</ul>



<p><strong>Exclusão de outras causas</strong>: É imperativo descartar causas secundárias de IF como doença inflamatória intestinal ativa, tumores colorretais ou diarreia crônica intratável, que exigem tratamentos específicos. Nesse sentido, a indicação de <strong>exame endoscópico (colonoscopia) é recomendada antes da realização de qualquer tratamento invasivo para a IF</strong>.</p>



<p class="has-text-align-center has-pale-ocean-gradient-background has-background">Na parte 2 deste artigo, serão discutidos os detalhes técnicos da neuromodulação sacral, desde o teste de avaliação até o implante definitivo do sistema.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-referencias"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Dawoud C, Reissig L, Müller C, Jahl M, Harpain F, Capek B, et al. Comparison of surgical techniques for optimal lead placement in sacral neuromodulation: a cadaver study. Tech Coloproctol. 2022;26(9):707-712. doi:10.1007/s10151-022-02632-x.</li>



<li>Rome Foundation. Rome V criteria [Internet]. Raleigh (NC): Rome Foundation; [cited 2026 Mar 8]. Available from: <a href="https://theromefoundation.org/rome-iv/rome-v-disorders-of-gut-brain-interaction-5th-edition/">https://theromefoundation.org/rome-iv/rome-v-disorders-of-gut-brain-interaction-5th-edition/</a></li>



<li>Rao SSC, Bharucha AE, Carrington EV, et al. Anorectal disorders. Gastroenterology. 2026;170(6):1318-1346.</li>



<li>Lehur PA, Christoforidis D. Is anal sphincteroplasty out-dated in the era of sacral neuromodulation? J Visc Surg. 2020;157(1):1-2. doi:10.1016/j.jviscsurg.2019.12.005.</li>



<li>Matzel KE, Chartier-Kastler E, Knowles CH, Lehur PA, Muñoz-Duyos A, Ratto C, et al. Sacral neuromodulation: standardized electrode placement technique. Neuromodulation. 2017;20(8):816-824. doi:10.1111/ner.12695.</li>



<li>Bittorf B, Matzel KE. Management of fecal incontinence: surgical treatment options. Visc Med. 2024;40(6):318-324. doi:10.1159/000541355.</li>



<li>Amend B, Matzel KE, Oerlemans D, van Kerrebroeck PE. How does sacral neuromodulation work? Neurourol Urodyn. 2011;30(5):762-765. doi:10.1002/nau.21096.</li>



<li>Brusciano L, Brillantino A, Pellino G, Marinello F, Baeten CI, Digesu A, et al. Sacral nerve modulation for patients with fecal incontinence: long-term outcome and effects on sexual function. Updates Surg. 2023;75(5):1187-1195. doi:10.1007/s13304-023-01570-z.</li>



<li>Ivatury SJ, Wilson LR, Paquette IM. Surgical treatment alternatives to sacral neuromodulation for fecal incontinence: injectables, sphincter repair, and colostomy. Clin Colon Rectal Surg. 2021;34(1):40-48. doi:10.1055/s-0040-1714285.</li>



<li>Katuwal B, Bhullar J. Current position of sacral neuromodulation in treatment of fecal incontinence. Clin Colon Rectal Surg. 2021;34(1):22-27. doi:10.1055/s-0040-1714247.</li>



<li>Salehi-Pourmehr H, Atayi M, Mahdavi N, Aletaha R, Kashtkar M, Sharifimoghadam S, et al. Is sacral neuromodulation effective and safe in pregnancy? A systematic review. Neurourol Urodyn. 2023;42(6):1329-1343. doi:10.1002/nau.25224.</li>



<li>Jorge JM, Wexner SD. Etiology and management of fecal incontinence. Dis Colon Rectum. 1993;36(1):77-97. doi:10.1007/BF02050307.</li>



<li>Yusuf SAI, Jorge JMN, Habr-Gama A, Kiss DR, Rodrigues JG. Avaliação da qualidade de vida na incontinência anal: validação do questionário FIQL (Fecal Incontinence Quality of Life). Arq Gastroenterol. 2004;41(3):202-208. doi:10.1590/S0004-28032004000300013.</li>



<li>Lewis SJ, Heaton KW. Stool form scale as a useful guide to intestinal transit time. Scand J Gastroenterol. 1997;32(9):920-924. doi:10.3109/00365529709011203.</li>



<li>Oliveira L, Hagerman G, Torres ML, Lumi CM, Siachoque JAC, Reyes JC, et al. Sacral neuromodulation for fecal incontinence in Latin America: initial results of a multicenter study. Tech Coloproctol. 2019;23(6):545-550. doi:10.1007/s10151-019-02004-y.</li>



<li>Widmann B, Galata C, Warschkow R, Beutner U, Ögredici Ö, Hetzer FH, et al. Success and complication rates after sacral neuromodulation for fecal incontinence and constipation: a single-center follow-up study. J Neurogastroenterol Motil. 2019;25(1):159-170. doi:10.5056/jnm17106.</li>



<li>Medtronic. InterStim X system [Internet]. Minneapolis (MN): Medtronic; [cited 2026 Mar 8]. Available from: <a href="https://www.medtronic.com/en-us/healthcare-professionals/products/bladder-bowel/sacral-neuromodulation/neurostimulators/interstim-x-system.html">https://www.medtronic.com/en-us/healthcare-professionals/products/bladder-bowel/sacral-neuromodulation/neurostimulators/interstim-x-system.html</a></li>
</ol>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-citar-este-artigo"><strong>Como citar este artigo</strong></h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Pinto RA, Lima AP, Neto IJF, Anjos LAP. Neuromodulação Sacral na Incontinência Fecal: Indicações e Abordagem Técnica &#8211; Parte I. Gastropedia 2026, Vol I. Disponível: <a href="https://gastropedia.pub/pt/?p=11205" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://gastropedia.pub/pt/gastroenterologia/neuromodulacao-sacral-na-incontinencia-fecal-indicacoes-e-abordagem-tecnica-parte-i/</a></p>



<p id="h-contraindicacoes-absolutas-6"><br></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Constipação intestinal funcional: como diferenciar e manejar?</title>
		<link>https://gastropedia.pub/pt/cirurgia/constipacao-intestinal-funcional-como-diferenciar-e-manejar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Ambar Pinto,&#160;Isaac José Felippe Corrêa Neto,&#160;Amanda Pereira Lima&#160;e&#160;Carlos Frederico Sparapan Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Dec 2023 09:47:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[Colorretal]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Resumo: A Constipação Intestinal Funcional ou Constipação Intestinal Crônica (CIC) é uma desordem do trato gastrointestinal (TGI) baixo que pode estar associada a sintomas como evacuação infrequente e incompleta,&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>&nbsp;</p>



<h2 id="h-resumo" class="wp-block-heading"><strong>Resumo:</strong></h2>



<p>A Constipação Intestinal Funcional ou Constipação Intestinal Crônica (CIC) é uma desordem do trato gastrointestinal (TGI) baixo que pode estar associada a sintomas como evacuação infrequente e incompleta, afetando entre 15-20% dos adultos e contando com um grupo de sintomas que vão além do número de evacuações por semana. Suas causas são divididas em primária e secundária. A investigação diagnóstica inicia com uma anamnese direcionada ao hábito alimentar e intestinal, uso de medicamentos e sintomas de trânsito lento ou obstrução de saída. O manejo clínico deve ser iniciado antes mesmo da utilização da propedêutica armada, que tem maior utilidade quando se pensa em intervenções terapêuticas dirigidas, como a fisioterapia ou mesmo a cirurgia. Neste capítulo abordaremos a CIC desde sua etiologia até o manejo apropriado. Se quiser conferir nossa <strong>live </strong>discutindo esse assunto <strong><a href="https://gastropedia.com.br/live/constipacao-funcional-como-diferenciar-e-manejar/">clique aqui</a></strong>.</p>



<h2 id="h-introducao" class="wp-block-heading"><strong>Introdução</strong></h2>



<p>A Constipação Intestinal Crônica (CIC) é uma desordem do trato gastrointestinal (TGI) baixo do eixo intestino-cérebro e pode estar associada a sintomas como evacuação infrequente e incompleta, na ausência de anormalidades estruturais.</p>



<p>A CIC é um problema de alta prevalência, afetando entre 15-20% dos adultos, dentre os quais 33% possuem idade maior que 60 anos, com predominância no sexo feminino.</p>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">A definição de CIC envolve não apenas a redução do número de evacuações por semana, mas um conjunto de sintomas como esforço evacuatório, sensação de evacuação incompleta, incapacidade de evacuar, uso de manobras digitais para eliminar as fezes, fezes endurecidas ou “<em>bloating”</em> e distensão abdominal.</p>



<h2 id="h-etiologia" class="wp-block-heading"><strong>Etiologia</strong></h2>



<p>Causas de CIC podem ser dívidas nas seguintes categorias:</p>



<h3 id="h-primaria-ou-idiopatica" class="wp-block-heading"><strong>Primária ou Idiopática:</strong></h3>



<p>Pacientes com esta condição geralmente não possuem uma causa identificada na história e no exame físico. Geralmente diagnosticada após exclusão de causas orgânicas, podendo ser classificadas da seguinte forma:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Tempo de Trânsito Normal: a</strong>pesar do trânsito do bolo fecal pelo cólon ser normal, pacientes apresentam dificuldades de evacuar. Corresponde a cerca de 60-65% dos casos.</li>



<li><strong>Disfunção do Assoalho Pélvico/ Obstrução de Saída</strong> <strong>(ODS): </strong>ocorre por prejuízo na musculatura do assoalho pélvico e pacientes frequentemente relatam sensação de evacuação incompleta, esforço evacuatório prolongado ou excessivo, uso de manobras/pressão perineal durante evacuação. Ocorre em aproximadamente 20-25% dos portadores de CIC.</li>



<li><strong>Tempo de Trânsito Lento / Inércia Cólica (IC):</strong> caracterizado por movimentos intestinais infrequentes, pouca urgência fecal ou esforço evacuatório. Corresponde a cerca de 5% dos casos</li>



<li><strong>Mistas: </strong>IC associada a ODS, sendo observada em 2-3% dos pacientes portadores de CIC</li>
</ul>



<h3 id="h-causas-secundarias" class="wp-block-heading"><strong>Causas Secundárias:</strong></h3>



<p>A avaliação clínica deve buscar investigar causas intestinais e extraintestinais, anormalidades metabólicas/hormonais e uso de medicamentos (quadro 1).</p>



<figure class="wp-block-table">
<div class="pcrstb-wrap"><table>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Intestinais</strong><br />Tumores obstrutivos, estenose anal, atrasia anal, fissura anal, ânus imperfurado, estenoses inflamatórias ou pós-operatórias, volvo, endometriose</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Causas Neurológicas</strong><br />Doença de Hirchsprung, pseudo-obstrução intestinal, displasia neuronal, lesões medulares, espinha bífida, acidente vascular encefálico, doença de Parkinson, Esclerose Multipla, doença de Chagas, disautonomia familiar</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Medicamentos</strong><br />Anticolinérgicos, narcóticos, antidepressivos, sulfato ferroso, bloqueadores dos canais de cálcio, anti-inflamatórios não esteroides (AINES), drogas psicotrópicas, intoxicação por vitamina D</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Causas Metabólicas e Endócrinas</strong><br />Hipocalemia, hipercalcemia, hipotiroidismo, diabetes mellitus (DM) e diabetes insipidus</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Miscelânea</strong><br />Doença celíaca, alergia à proteína do leite, Fibrose Cística, Doença inflamatória intestinal (DII) e esclerodermia, Síndrome de Down, Gastrosquise, síndrome de Prune Belly.</td>
</tr>
</tbody>
</table></div>
<figcaption class="wp-element-caption"><strong>Quadro 1-</strong> Causas secundárias de constipação</figcaption>
</figure>



<h2 id="h-avaliacao-clinica" class="wp-block-heading"><strong>Avaliação Clínica</strong></h2>



<p>A investigação da Constipação Intestinal Crônica inicia-se com uma avaliação detalhada do hábito intestinal, incluindo ingestão de fibras e líquidos, história familiar de doenças gastrointestinais, neurológicas e sistêmicas e exame físico completo, não devendo ser menosprezado o exame proctológico, particularmente a força de propulsão retal e o relaxamento ou não do músculo puborretal (Figura 1).</p>



<p>&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2024/01/Design-sem-nome.png"><img decoding="async" class="wp-image-8034" src="https://gastropedia.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Design-sem-nome-1024x555.png" alt="" /></a>
<figcaption class="wp-element-caption"><strong>Figura 1:</strong> Ação do músculo puborretal na contração paradoxal à esquerda, dificultando a evacuação e relaxando normalmente à direita.</figcaption>
</figure>



<p>Também é importante na anamnese interrogar possíveis causas secundárias de constipação (vide quadro 1) e descartar sinais de alarme para câncer colorretal, como perda de peso não intencional, sangramento via retal, história familiar de câncer ou doença inflamatória intestinal, pois se presentes, uma colonoscopia deve ser indicada.</p>



<p>A utilização de <strong>critérios objetivos</strong> para o diagnóstico de CIC é fundamental não só com esse objetivo, mas também para o seguimento e reavaliação do tratamento efetuado.</p>



<p><strong>Dentre eles citam-se:</strong></p>



<p><strong>&#8211; Critérios de Roma IV</strong>: sintomas presentes nos últimos três meses (não necessariamente consecutivos) e por um mínimo de seis meses (quadro 2).</p>



<p><strong>&#8211; Escala da consistência das fezes de Bristol</strong> (Figura 2)</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2024/01/Design-sem-nome-1.png"><img decoding="async" class="wp-image-8036" src="https://gastropedia.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Design-sem-nome-1.png" alt="" /></a>
<figcaption class="wp-element-caption"><br /><strong>Figura 2:</strong> escala de consistência das fezes</figcaption>
</figure>



<p>&nbsp;</p>



<p><strong>&#8211; Critérios de gravidade da CIC</strong>: <em>Constipation Score System Cleveland Clinic Florida</em>&#8211; critérios de Agachan, que conta com 8 questões referentes à hábito intestinal e dificuldade evacuatória e a frequência de ocorrência, variando de 0 a 30 pontos.</p>



<p>&#8211; Avaliação da <strong>qualidade de vida</strong> a partir de <strong>questionários</strong> específicos.</p>



<figure class="wp-block-table">
<div class="pcrstb-wrap"><table>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Constipação Funcional</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>1.</strong> Deve incluir 2 ou mais dos seguintes sintomas, presentes em &gt;25% das defecações:<br /><strong>a.</strong> Esforço<br /><strong>b.</strong> Fezes endurecidas ou grumosas (Bristol 1-2)<br /><strong>c.</strong> Sensação de evacuação incompleta<br /><strong>d. </strong>Sensação de bloqueio retal/obstrução<br /><strong>e.</strong> Manobras manuais para facilitar (manobras digitais, suporte para o assoalho pélvico)<br /><strong>f. </strong>&lt;3 movimentos intestinais espontâneos por semana<br /><strong>2</strong>. Fezes macias raramente presentes sem o uso de laxativos<br /><strong>3</strong>. Critérios insuficientes para SII-c</td>
</tr>
</tbody>
</table></div>
<figcaption class="wp-element-caption"><strong>Quadro 2</strong> – Critérios de Roma IV para diagnóstico de CIC</figcaption>
</figure>



<h2 id="h-exames-complementares" class="wp-block-heading"><strong>Exames Complementares</strong></h2>



<p>A investigação armada deve ser realizada em casos de CIC refratários ao tratamento medicamentoso, de acordo com o fluxograma sugerido na Figura 3.</p>



<h3 id="h-1-manometria-anorretal" class="wp-block-heading"><strong>1. Manometria Anorretal</strong></h3>



<p>Fornece informações importantes como presença do reflexo inibitório retoanal (RIRA), tônus dos esfíncteres interno e externo do ânus, sinais sugestivos de contração paradoxal ou não relaxamento adequado do músculo puborretal, além da sensibilidade, capacidade e complacência retais.</p>



<p>Ao final do exame, preconiza-se a realização do teste de expulsão do balão retal, em que solicita-se ao paciente a eliminação do mesmo, preferencialmente na posição sentada no vaso sanitário, em uma de três tentativas com duração de 60 segundos cada. Saiba mais sobre manometria anorretal <strong><a href="https://gastropedia.com.br/cirurgia/manometria-anorretal-conceitos-indicacoes-e-tecnica/">neste artigo</a></strong>.</p>



<h3 id="h-2-exame-dinamico-da-evacuacao-videodefecografia-ressonancia-magnetica-dinamica-do-assoalho-pelvico-ou-ecodefecografia" class="wp-block-heading"><strong>2. Exame dinâmico da evacuação: Videodefecografia, Ressonância Magnética dinâmica do assoalho pélvico ou Ecodefecografia</strong></h3>



<p>Fornecem informações úteis sobre alterações anatômicas, como retocele, prolapso retal, enterocele, sigmoidocele, intussuscepção intrarretal, descenso perineal e dissinergia pélvica (contração paradoxal do músculo puborretal e anismos).</p>



<h3 id="h-3-tempo-de-transito-colico-ttc" class="wp-block-heading"><strong>3. Tempo de Trânsito Cólico (TTC)</strong></h3>



<p>O TTC é realizado com a ingestão de uma cápsula contendo 24 marcadores radiopacos, com realização de Raios X de abdome e pelve no primeiro, terceiro e quinto dia após a ingestão. Considera-se normal a retenção de menos de 5 marcadores (20% do ingerido) ao final do 5º dia. Caso haja retenção de mais marcadores pode-se encontrar 2 padrões distintos de alteração: inércia cólica onde os marcadores ficam distribuídos aleatoriamente pelo cólon e reto; e obstrução de saída onde os marcadores concentram-se no retossigmóide.</p>



<p>&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://gastropedia.pub/pt/wp-content/uploads/2024/01/Design-sem-nome-2.png"><img decoding="async" class="wp-image-8038" src="https://gastropedia.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Design-sem-nome-2-526x1024.png" alt="" /></a>
<figcaption class="wp-element-caption"><strong>Figura 3: </strong>Fluxograma de investigação da constipação intestinal crônica</figcaption>
</figure>



<h2 id="h-manejo-da-constipacao-intestinal-cronica" class="wp-block-heading"><strong>Manejo da Constipação Intestinal Crônica</strong></h2>



<p><strong>Tratamento Não-Farmacológico</strong></p>



<p>Mudanças no estilo de vida auxiliam no controle intestinal, com aumento da atividade física, ingestão de líquidos e carboidratos complexos ricos em fibras. Alteração na dieta costuma ser o manejo de primeira linha eficaz, sendo recomendado o aumento do consumo de fibras em aproximadamente 25-30g por dia.</p>



<p><strong>Tratamento Farmacológico</strong></p>



<p>Pacientes que não obtiveram resposta com mudanças no estilo de vida devem seguir o tratamento com formadores de bolo fecal e, a seguir tem-se uma gama de laxantes, como os osmóticos &#8211; polietilenoglicol (PEG) e lactulose, estimulantes – bisacodil, sena e picossulfato de sódio, agentes pró-cinéticos como a prucaloprida, lubiprostona e linaclotida. Enemas ou supositórios devem ser utilizados em casos selecionados e por períodos curtos, assim como os medicamentos laxativos, principalmente os estimulantes.</p>



<p><strong>Tratamento da disfunção do assoalho pélvico (Biofeedback)</strong></p>



<p>Pacientes com obstrução de saída (anismus, contração paradoxal do músculo puborretal ou síndrome da espasticidade do assoalho pélvico) devem ser encaminhados a fisioterapia pélvica e biofeedback para reeducação do relaxamento da musculatura pélvica durante o ato evacuatório.</p>



<h2 id="h-tratamento-cirurgico" class="wp-block-heading"><strong>Tratamento Cirúrgico</strong></h2>



<p><strong>Constipação por inércia cólica</strong></p>



<p>Pacientes refratários ao tratamento conservador, após exclusão de obstrução de saída, podem se beneficiar de uma colectomia total com anastomose ileorretal minimamente invasiva. Antes de indicar o tratamento cirúrgico, é importante na investigação descartar dismotilidade do TGI superior (gastroparesia e pseudo-obstrução intestinal), doenças psiquiátricas graves e doenças neurológicas sistêmicas como diabetes mellitus e esclerose sistêmica.</p>



<p><strong>Obstrução de Saída</strong></p>



<p>As principais indicações de cirurgia no tratamento da constipação por obstrução de saída são retoceles, enteroceles, sigmoidoceles e prolapsos, e a técnica cirúrgica utilizada deve ser individualizada, dentre as correções transanal, transvaginal, transperineal ou abdominal minimamente invasiva.</p>
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<h2 id="h-referencias" class="wp-block-heading"><strong>Referências</strong></h2>



<ol class="wp-block-list">
<li>Agachan F, Chen T, Pfeifer J, Reissman P, Wexner SD. A constipation scoring system to simplify evaluation and management of constipated patients. Dis Colon Rectum. 1996; 39:681-5.</li>



<li>Chang L, Chey WD, Imdad A, Almario CV, Bharucha AE, Diem S, et al. American Gastroenterological Association &#8211; American College of Gastroenterology clinical practice guideline: pharmacological management of chronic idiopathic constipation. The American Journal of Gastroenterology. 2023;118(6):936-54.</li>



<li>Sobrado CW, Corrêa Neto IJF, Pinto RA, Sobrado LF, Nahas SC, Cecconello I. Diagnosis and treatment of constipation: a clinical update based on the Rome IV criteria. Journal of Coloproctology. 2018; 38:137-44.</li>



<li>Costilla VC, Foxx-Orenstein AE. Constipation in adults: diagnosis and management. Current Treatment Options in Gastroenterology. 2014;12(3):310-21.</li>



<li>Pannemans J, Masuy I, Tack J. Functional constipation: individualising assessment and treatment. Drugs. 2020;80(10):947-63.</li>



<li>Soh JS, Lee HJ, Jung KW, Yoon IJ, Koo HS, Seo SY, et al. The diagnostic value of a digital rectal examination compared with high-resolution anorectal manometry in patients with chronic constipation and fecal incontinence. The American Journal of Gastroenterology. 2015;110(8):1197-204.</li>



<li>Tantiphlachiva K, Rao P, Attaluri A, Rao SS. Digital rectal examination is a useful tool for identifying patients with dyssynergia. Clinical Gastroenterology and Hepatology: the official clinical practice journal of the American Gastroenterological Association. 2010;8(11):955-60</li>
</ol>



<h2 id="h-como-citar-este-artigo" class="wp-block-heading">Como citar este artigo</h2>



<p class="has-very-light-gray-to-cyan-bluish-gray-gradient-background has-background">Pinto RA, Correa Neto IJ, Lima AP, Marques CFS. Constipação intestinal funcional: como diferenciar e manejar? Gastropedia 2023, vol 2. Disponível em: <a href="https://gastropedia.com.br/?p=8033" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://gastropedia.com.br/cirurgia/colorretal/constipacao-intestinal-funcional-como-diferenciar-e-manejar/</a></p>
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